São Miguel do Oeste - Jovem é condenado a 20 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado em Linha Santana

Ele também vai ter de pegar R$ 100 mil aos familiares da vítima por danos morais

Por Oeste em Foco 15/12/2017 - 16:00 hs
Foto: Júnior Recalcati

Rudinei Fernando Moraes, de 23 anos, acusado de matar a facadas Adriano dos Santos, de 29 anos, no dia três de abril, às margens da SC-492, em Linha Santana, no interior de São Miguel do Oeste, foi condenado nesta sexta-feira (15) a 20 anos de reclusão pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Além disso, ele terá de pagar aos familiares da vítima R$ 100 mil de indenização por danos morais.

O Júri Popular foi presidido pelo Juiz da Vara Criminal, Márcio Luiz Cristófolli. Na acusação atuou o promotor Renato Maia de Faria, representante do Ministério Público. A defesa do réu foi feita pelos advogados Munir Antônio Guzatti e Odilo Hilário Lermen.

O júri também foi composto por pessoas ligadas à comunidade. Seis homens e uma mulher foram escolhidos, de uma lista de 25 participantes, para integrar a mesa de jurados.

O réu aguardava o julgamento preso e continuará detido até julgamento de recurso.

O CRIME

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Adriano dos Santos, de 29 anos, foi morto com aproximadamente 20 facadas. O autor seria um militar do Exército de 23 anos. O motivo seria um envolvimento homoafetivo entre eles, além de um empréstimo negado por parte da vítima.

O doutor Osmar Carraro, na época delegado interino da Divisão de Investigação Criminal de Fronteira (DIC/Fron), de São Miguel do Oeste, destacou em coletiva de imprensa, no dia 12 de maio, que o autor, em seu depoimento, alegou legítima defesa, tendo sido agredido, inicialmente, e depois, esfaqueado a vítima com a arma de propriedade de Adriano.

Conforme ele, antes do crime, ambos haviam marcado um encontro. Na oportunidade, Moraes fez um pedido de empréstimo, porém, recebeu um não como resposta, já, que, a vítima não teria o valor solicitado. Os dois teriam iniciado uma discussão que culminou na morte de Adriano. O receio do caso amoroso se tornar público também teria sido crucial.

No dia do crime, um agricultor teria visto o acusado correndo atrás da vítima em uma região de lavoura onde, posteriormente, o corpo foi encontrado.

Carraro revela que os envolvidos se relacionavam desde novembro de 2016 e teriam se conhecido pelas redes sociais. Além disso, Adriano mantinha um perfil falso no Facebook para esse tipo de relacionamento.

Conforme o Inquérito, depois do assassinato, Rudinei pegou o carro da vítima e se deslocou ao Centro da cidade, onde abandonou o veículo nas proximidades da Vila Militar.

Ele ficou detido sob custódia no 14º Regimento de Cavalaria Mecanizado (14º RC/Mec), em São Miguel do Oeste. Conforme o tenente-coronel, Leonardo Arêas Dantas, comandante do 14º RC/Mec, uma sindicância interna foi aberta e o soldado foi expulso das forças armadas.

Fonte: Oeste em Foco