Sete réus são condenados por fraudes relacionadas à Operação Patrola em SC

Penas para os três empresários e quatro ex-funcionários da prefeitura de Tangará variam de 2 a 8 anos de prisão.

Por Oeste em Foco 03/02/2018 - 08:16 hs
Foto: Eduardo Cristófoli

Sete pessoas de mais de 40 denunciadas por envolvimento nas ações de irregularidades apontadas pela Operação Patrola foram condenadas. As penas para os quatro ex-agentes públicos de Tangará, no Oeste catarinense, e três empresários variam de dois a oito anos de prisão, conforme divulgado na quarta-feira (31) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A condenação foi proferida no dia 26 de janeiro e ainda cabe recurso da decisão.

Operação Patrola foi deflagrada em três fases e apurou fraudes em licitações para compra de peças e manutenção de máquinas em 39 cidades catarinenses.

Segundo o MPSC, essa foi a primeira sentença de 40 ações penais ajuizadas em 2016. Entre os crimes dos condenados estão corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, crime de responsabilidade e fraude à licitação.

Os ex-agentes públicos condenados exerciam no município de Tangará na época da investigação os cargos de secretária de Administração, assessor da Secretaria de Obras, diretor de Indústria e Comércio do município e chefe do setor de compras da prefeitura. Além deles, foram condenados também três empresários. Os nomes e as penas estão disponíveis no site do MPSC. A ação relacionada ao prefeito de Tangará na época segue em trâmite.

As investigações da primeira fase da operação apontaram que funcionários da prefeitura direcionavam as licitações da Secretaria de Obras em benefício próprio e também de empresas. Segundo o MPSC, três licitações envolvendo serviços mecânicos de máquinas “foram fraudados desde o ano de 2013”.

A investigação apontou também fraudes na execução dos contratos e pagamentos de peças e serviços que não foram entregues. Com a colaboração premiada de três denunciados, o MPSC descobriu que fraudes ocorriam também em outras 38 cidades. Das 44 denúncias, 15 foram contra prefeitos. Na época alguns suspeitos foram presos.

Fonte: G1