Terça, 28 de Setembro de 2021
31°

Pancada de chuva

São Miguel do Oeste - SC

Cultura História!

Seca tem revelado cenários históricos na divisa do RS com SC

Um deles é o surgimento das pontes que caíram em 18 de agosto de 1965

24/04/2020 às 16h22
Por: Júnior Recalcati Fonte: CL Mais
Compartilhe:
Divulgação
Divulgação

A seca tem revelado cenários históricos na região sul do Brasil. Um deles é o surgimento das pontes que caíram em 18 de agosto de 1965, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na região da Serra Catarinense.

Esse evento levou o Exército Brasileiro a realizar a maior operação de engenharia em tempos de paz, a Operação Passo do Socorro, que envolveu seis batalhões de engenharia, na montagem de pontes, para restabelecer o tráfego.

Essa história foi resgatada no ano de 2015, por ocasião dos 50 anos do acontecimento. Os escombros no leito do Rio Pelotas são das duas pontes que existiam até agosto de 1965.

A mais antiga, foi construída em 1935, com a participação do 3º Batalhão Rodoviário (atual 9º BEC – Cuiabá, MT), que à época era sediado em Vacaria, no Rio Grande do Sul.

Com a construção da Rodovia BR-116 e o aumento do tráfego de veículos, viu-se a necessidade de fazer uma nova ponte. Então, em 1962, foi entregue ao tráfego a Ponte Engº Antônio Alves de Noronha, nome dedicado ao seu Projetista Engº Noronha.

A construção coube ao 2º Batalhão Rodoviário, de Lages, SC, (atual 8º BEC – Santarém, PA), sendo erguida acima da cota máxima das cheias registradas na região.

Então, em 18 de agosto de 1965, as duas pontes não suportaram a força da água e o volume dos escombros que desciam durante cheia do Rio Pelotas.

Cerca de 15 quilômetros de distância, estava sendo construída a Ponte Ferroviário também sobre o Rio Pelotas, obra integrante da Ferrovia do Tronco Principal Sul.

A mais antiga, foi construída em 1935, com a participação do 3º Batalhão Rodoviário (atual 9º BEC – Cuiabá, MT), que à época era sediado em Vacaria, no Rio Grande do Sul.

Com a construção da Rodovia BR-116 e o aumento do tráfego de veículos, viu-se a necessidade de fazer uma nova ponte. Então, em 1962, foi entregue ao tráfego a Ponte Engº Antônio Alves de Noronha, nome dedicado ao seu Projetista Engº Noronha.

A construção coube ao 2º Batalhão Rodoviário, de Lages, SC, (atual 8º BEC – Santarém, PA), sendo erguida acima da cota máxima das cheias registradas na região.

Então, em 18 de agosto de 1965, as duas pontes não suportaram a força da água e o volume dos escombros que desciam durante cheia do Rio Pelotas.

Cerca de 15 quilômetros de distância, estava sendo construída a Ponte Ferroviário também sobre o Rio Pelotas, obra integrante da Ferrovia do Tronco Principal Sul.

Parte do material empregado na construção dessa ponte também foi rio abaixo, sendo represado, juntamente com troncos de araucária, galho e outros escombros, na ponte velha que ruiu, e, num efeito cascata, derrubou a ponte Engº Noronha.

Após isso, o Rio Grande do Sul ficou isolado do resto do país, cabendo ao Exército Brasileiro, por intermédio de sua Engenharia de Construção, restabelecer essa ligação com a maior brevidade possível.

Essas imagens históricas só puderam ser vistas com a estiagem que assola a região sul em 2020.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias