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Saúde Coluna Bruna Antunes

Setembro Amarelo: Pela valorização da Vida

Todos os anos os esforços constantes em favor da valorização da vida tem crescido no mundo todo e falar sobre suicídio tem aos poucos deixado de ser um tabu

03/09/2020 12h18 Atualizada há 3 semanas
Por: Bruna Antunes Fonte: Oeste em Foco
Oeste em Foco
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Como grande parte dos leitores já devem conhecer, entramos no mês de setembro com a campanha do Setembro Amarelo, mês da prevenção e combate ao suicídio. Todos os anos os esforços constantes em favor da valorização da vida tem crescido no mundo todo e falar sobre suicídio tem aos poucos deixado de ser um tabu. É interessante que o tema permaneça no nosso dia a dia e que seja tratado de forma aberta a toda a população, sem preconceitos ou vergonha, pensando que esconder o assunto fará com que o ato não aconteça.

Todos os anos no Brasil, são registrados cerca de 12 mil suicídios e mais de 01 milhão no mundo. Uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens e idosos. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. 

Sei que para a família que passa por essa situação, as perguntas são centenas, principalmente quando a pessoa, aparentemente nunca deu sinais de qualquer tipo de intenção suicida. A revolta, tristeza, vergonha, culpa e a dúvida vão rodear o ato. É inevitável. Entender os motivos está talvez além de qualquer entendimento terceiro, pois o sofrimento só é verdadeira notável pela pessoa que o sente, pois muitas vezes ela está escondida atrás de sorriso.

Porém a grande maioria dos casos se origina de problemas já estabelecidos e sinais aparecem, mesmo que de forma sutil, por isso a importância do cuidado e da percepção mais aguçada com alguém que esteja em visível sofrimento. Importante lembrar que não são regras extremas, pois já ouvi relatos sim, de mães que perderam seus filhos, e que não foi identificado nenhum sintoma ou sinal prévio. As vezes a pessoa que se suicida consegue esconder perfeitamente qualquer sinal que venha a chamar a atenção de alguém nesse sentido, pois de certa forma ela quer proteger os que estão ao redor dela, privando-os de qualquer tipo de preocupação com o estado de saúde dela. A seguir, listo alguns fatores de risco e sinais de que pode haver a tentativa ao ato suicida.

Doenças mentais

São fatores de risco:

  • Depressão
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras substâncias
  • Transtorno de personalidade
  • Esquizofrenia
  • Aspectos psicológicos e sociais
  • Perdas recentes, de qualquer espécie (emocionais, financeiras, materiais)
  • Baixa resiliência
  • Personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável
  • História de abuso físico ou sexual na infância
  • Desesperança, desespero e desamparo
  • Conflitos de identidade sexual
  • Solidão
  • Perdas de entes queridos
  • Doenças degenerativas, dolorosas e sensação de dar trabalho a família
  • Bullyng

Ser alvo constante de humilhações e racismo ou preconceito

Todos esses fatores quando ligados ao uso de substancias químicas, tem o  risco aumentado significativamente.

PRINCIPAIS SINAIS QUE VOCÊ PODE ESTAR ATENTO

Os sinais de alerta não devem ser considerados isoladamente. Não há uma exatidão para detectar com absoluta certeza se uma pessoa está passando por uma crise suicida, ou se tem algum tipo de tendência suicida. Porém, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem ser levados em conta por seus familiares e amigos próximos, principalmente se a maioria desses sinais se manifesta ao mesmo tempo:

  • Mudanças de comportamento repentinas ou de falas 
  • Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança.
  • Frases de alerta:
  • "Vou desaparecer.”
  • “Vou deixar vocês em paz.”
  • “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
  • “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
  • “Eu não aguento mais”
  • “Sou um peso para os outros”
  • “Minha vida não tem mais solução”
  • Isolamento
  • Desinteresse repentino, a pessoa deixa de fazer as atividades de que gosta;
  • Sinais de agressividade
  • Abuso de substancias

DIANTE DE UMA PESSOA SOB RISCO DE SUICÍDIO, O QUE SE DEVE FAZER?

• Encontre um momento adequado e um lugar tranquilo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Mostre a ela que você está lá para ouvir, e em hipótese alguma a julgue, ofereça seu apoio.

• Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento.

• Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. 

• Mantenha contato constante para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

A situação de profunda tristeza, pensamentos de morte, de falta de esperança, podem se tornar insuportáveis para a pessoa. Lembre-se de que há meios de pedir ajuda, e de que a vida é valiosa. Converse com que você confie e que possa te ajudar. Lembre-se de que quem comete suicídio quer acabar com a dor, e não com a vida. Não sentencie a pessoa ou seus familiares, eles necessitam de auxilio e não de julgamentos. 

A saúde menta deve ser trabalhada previamente e seu entendimento ser absorvido, pois ainda é um tema que gera preconceito entre as pessoas.

A desmistificação do trabalho dos profissionais em saúde mental é, infelizmente, rodeado de preconceito e julgamentos.

Levar a sério o subjetivo das pessoas é fazer com que a vida seja valorizada e vivida da melhor maneira possível.

ONDE BUSCAR AJUDA PARA PREVENIR O SUICÍDIO?

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).

UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita)

Bibliografia da pesquisa:

 https://www.setembroamarelo.com/

http://www.unimed.coop.br/

https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio

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Bruna Antunes
Sobre Bruna Antunes
Bruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.
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