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Nasa chama atenção para a seca da América do Sul

Já são vários meses - mais de um ano - que um dos assuntos do tempo aqui em Santa Catarina é a estiagem/seca.

19/11/2020 18h01 Atualizada há 1 semana
Por: Maico Zanotelli Fonte: NSC
Nasa / Reprodução
Nasa / Reprodução

Apesar de parte do inverno ter ocorrido uma melhora nos volumes de chuva, a primavera trouxe novamente esse problema, especialmente no Oeste e Meio-Oeste. 

Acontece que essa redução da chuva não é só em Santa Catarina. Tanto o Sul do Brasil quanto boa parte da América do Sul vem enfrentando esse problema. É importante destacar que estamos tendo chuva, alguns meses mais em algumas regões, outros em outras áreas, mas os volumes que ocorreram no geral trouxeram déficit.

Diante disso, nos últimos dias a Nasa divulgou que esse problema vem ocorrendo desde 2018. Segundo eles, na América do Sul esta é a segunda seca mais forte desde 2002. Só perdendo para uma ocorrida em 2015/2016 entre o Leste do Brasil e a Venezuela. Eles chegaram a esta conclusão levando em consideração tanto a extensão territorial quanto duração e volume de chuva. 

ÁGUA NO SOLO

Uma das formas de perceber os impactos e a intensidade da seca é através da quantidade de água subterrânea próxima da superfície. O mapa acima mostra bem esse problema. Em vermelho as áreas com lencól freático baixo e as azuis, alto. Vejam a grande extensão do problema na América do Sul. A Nasa salienta que as áreas em tons de vermelho forte, como no Oeste de SC, essa condição só ocorre de 50 em 50 anos. 

CONSEQUÊNCIAS

Elas são as mais variadas. Vão desde o aumento de incêndios florestais, especialmente gerado por ações humanas, até quebra na safra de milho e no plantio da soja. Sem falar no transporte de navios em vários rios como o Paraguai que na região de Assunção chegou em outubro a ter o seu nível mais baixo em meio século.

MOTIVOS

A redução ou elevação dos volumes de chuva em uma determinada região depende muito das temperaturas dos oceanos. Cada região, uma parte dos oceanos. Na região da Amazônia a elevação da temperatura da água do Atlântico tropical ajudou a trazer a redução da chuva. Já para nós mais ao Sul da América do Sul, o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial ajudou a trazer o problema. 

O QUE ESPERAR

Como o resfriamento do Pacífico Equatorial  - um dos critérios para o La Niña - deverá seguir, a expectativa que até o verão de 2021 ainda tenhamos problemas na quantidade de chuva. Devendo no geral ficar abaixo do padrão dos próximos meses.

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