Quarta, 20 de Janeiro de 2021 04:02
(49) 99110-3040
Política Governo de SC

O que esperar do governo Moisés após a absolvição no impeachment

Chefe do Executivo de SC se reaproximou de deputados e partidos no mês em que esteve afastado temporariamente e agora se prepara para voltar à cadeira de governador

28/11/2020 13h22
Por: Maico Zanotelli Fonte: NSC
Tiago Ghizoni / Arquivo NSC
Tiago Ghizoni / Arquivo NSC

A decisão do Tribunal de Julgamento de rejeitar o processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) abre caminho para uma segunda fase do governo eleito em 2018 e que chega à metade ao final de dezembro. O retorno de Moisés ocorre apenas um mês depois do afastamento temporário decretado pelo mesmo tribunal na primeira sessão que avaliou o caso, no final de outubro.

Moisés foi notifica e já retomou o cargo na tarde desta sexta-feira (27). A vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) se manifestou pouco depois da decisão e disse que convocou o secretariado para ficar à disposição do governador.

Com o retorno de Moisés, Daniela volta a ser vice-governadora, com a missão de assumir o cargo somente em casos previsto em lei, como viagens e motivos de saúde. As decisões que ela tomou nos 30 dias em que esteve no comando do Poder Executivo de SC continuam valendo, até mesmo as nomeações de novos secretários que ela fez nesse período – Daniela nomeou novos titulares para áreas como Procuradoria-Geral do Estado e Desenvolvimento Econômico Sustentável. 

No entanto, de volta ao cargo, Moisés poderá rever medidas e nomeações e adotar as novas decisões políticas que entender adequadas para dar sequência ao mandato, que vai até o fim de 2022. 

Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva após voltar ao cargo de governador, Moisés já anunciou três novos secretários e disse que retomará medidas contra a covid-19 na retomada do governo, além de focar em investimentos contra a crise hídrica, em infraestrutura e na retomada econômica.

Nas últimas semanas, Moisés já havia se reunido com o presidente da Assembleia Legislativa (Alesc), Julio Garcia (PSD), e deputados estaduais em sinalizações de mais abertura e diálogo com outros partidos nesta retomada de governo. 

O distanciamento e a falta de diálogo com deputados foram as principais queixas dos parlamentares nas votações de abertura de pedidos de impeachment na Assembleia Legislativa (Alesc) e quase custaram o cargo ao governador nesses processos. 

Nas últimas semanas antes das votações de impeachment na Assembleia, o governador chegou a sinalizar uma reaproximação com os deputados, mas o gesto já foi considerado um movimento tardio, sem tempo suficiente para reverter a pressão que decretou a abertura do primeiro impeachment por 33 votos a 6 no plenário da Alesc e os cinco votos de deputados do tribunal do julgamento a favor do afastamento. 

Na entrevista coletiva que concedeu no dia seguinte ao afastamento, Moisés admitiu que, ao se envolver mais com a gestão do Estado, “talvez não tenha feito muita política”, e disse que no período fora do cargo, iria buscar aproximações até o julgamento definitivo do tribunal misto. 

– Penso que sim, é um período que me afasto da gestão e vou me dedicar a estabelecer esses elos com lideranças políticas do nosso Estado. Tenho convicção de que esse processo deve ser arquivado. Para isso, a gente precisa de fato dialogar com o parlamento, é isso que vamos de fato intensificar – afirmou, à época.  

Apesar de retornar ao governo de SC após ter o pedido de impeachment arquivado no caso que envolvia o reajuste dado a procuradores do Estado, o ainda governador afastado Carlos Moisés continua a responder pelo segundo processo de impeachment, o que o acusa de improbidade no caso da compra de 200 respiradores para tratamento de covid-19 com pagamento antecipado de R$ 33 milhões sem garantias. 

Este segundo processo já foi aceito pela Assembleia Legislativa e será discutido por outro Tribunal de Julgamento, em votação semelhante à primeira que afastou temporariamente Moisés do cargo em outubro. Se o segundo tribunal misto, composto por cinco deputados e segundo desembargadores, derem pelo menos seis votos pela sequência da investigação, Moisés é novamente afastado temporariamente, abrindo espaço outra vez para Daniela Reinehr – que não é alvo deste processo –, até a decisão final do tribunal de julgamento. 

Caso haja seis votos pelo arquivamento do caso, Moisés segue no cargo e passa a não responder por mais nenhum processo de impeachment aceito pela Assembleia Legislativa. Nos bastidores da política de SC, o clima atual indica maior tendência de que este segundo processo também seja arquivado, com a manutenção definitiva de Moisés no cargo de governador. Este segundo tribunal de julgamento já foi montado e a relatora escolhida já finalizou o relatório. O tribunal aguarda apenas a convocação da sessão que definirá se aceita ou não a denúncia.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
São Miguel do Oeste - SC
Atualizado às 03h43 - Fonte: Climatempo
18°
Muitas nuvens

Mín. 18° Máx. 23°

18° Sensação
22.1 km/h Vento
92.1% Umidade do ar
83% (30mm) Chance de chuva
Amanhã (21/01)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 17° Máx. 25°

Sol com muitas nuvens e chuva
Sexta (22/01)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 17° Máx. 27°

Sol, pancadas de chuva e trovoadas.
Anúncio
Ele1 - Criar site de notícias