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Região Desespero!

“As pessoas ficavam pedindo socorro, com falta de ar”, relata paciente sobre o caos no atendimento da Covid no HRO

Ministério da Saúde autorizou uso desses imunizantes para primeira dose, já que agora há previsão de entrega de novos lotes, mas Estado vai seguir com reserva

23/02/2021 19h58
Por: Oeste em Foco Fonte: Canal Ideal
Divulgação
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Uma paciente, que esteve no Pronto Socorro do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó, na última semana relatou, à equipe de reportagem , o cenário desesperador que presenciou. A agricultora Tânia Mara Sgnaulin disse que nunca imaginou presenciar tanto sofrimento dos pacientes, que pediam por ajuda pela dificuldade de respirar, e dos profissionais da saúde, que corriam para dar conta dos atendimentos. Ela saiu do local sensibilizada com a realidade. 

Tânia foi picada por uma aranha marrom, então foi encaminhada da cidade que reside, Caxambu do Sul, para o hospital de Chapecó, onde recebeu o soro específico para tratamento contra o veneno do inseto. Ela passou cerca de dez horas em atendimento no local e nesse período presenciou cenas que ela descreve como inesquecíveis. 

“Chegando lá eu me deparei com uma situação muito triste. Era desesperador. Eu estava mal e comecei a ficar pior só de ver tudo aquilo. Cheguei por volta das 10 horas da manhã e não havia mais camas, macas, nem cadeiras. Eu nem sei como descrever tudo que eu vi. As pessoas ficavam pedindo socorro, com falta de ar”, conta.  

Tânia lembra que ocupou a última cadeira disponível, próximo a um consultório médico, por isso acompanhou a movimentação da equipe multiprofissional durante o período em que recebeu o tratamento. O que chamou a atenção dele foi a demanda de pacientes, que fazia com que os profissionais trabalhassem por horas consecutivas sem parar. 

 “O médico me atendeu correndo. Dava dó de ver o pessoal da linha de frente, eles estavam no desespero para salvar vidas. Estava um caos. Chegava e saia ambulâncias a todo momento. Estava cheio, sem lugar. As pessoas pedindo ajuda para respirar. E a situação ficava ainda mais triste quando anunciavam um óbito. Aí o desespero era total”, relembra ela emocionada. 

A agricultora disse que ficou tão angustiada em presenciar aquelas cenas, que não via a hora de receber alta para poder retornar para casa em segurança com a família. Para aliviar a angústia, ela começou a rezar no local, pedindo por proteção para profissionais e pacientes.   

“Somente quem esteve lá, para presenciar isso, consegue acreditar. As pessoas brincam com o coronavírus, mas eu pude sentir na pele o que está acontecendo. Passei o tempo todo rezando. Eu só tive alta às 22 horas, mas nesse período todo eu não vi nenhum profissional parar, nem para tomar uma pouco de água ou comer lanche”, afirma a agricultora. 

O cenário descrito pela paciente é o verdadeiro retrato do colapso na saúde da região. “Eu nunca tinha visto nada igual e rezo para não voltar a ver. Não tinha como contar quantas pessoas estavam lá, mas era difícil até de andar pelo local, estávamos empilhados. Era um cenário de horror, isso nunca mais saiu da minha cabeça. E diz que agora está pior, eu não consigo imaginar o que seja pior que aquilo que eu vi”, finaliza.

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