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Saúde

03/12/2018 às 21h50 - atualizada em 05/12/2018 às 14h56

Sandro Risso

Chapecó / SC

Dia Mundial de Luta contra a AIDS
Campanha completa 30 anos com importantes avanços.
Dia Mundial de Luta contra a AIDS

Em 1º de dezembro de 1988, era instituído o Dia Mundial de Luta contra a AIDS. O preconceito e o medo eram transmitidos com a mesma rapidez do HIV. Hoje é possível viver com HIV. O diagnóstico e o tratamento evoluíram. Os efeitos colaterais dos medicamentos foram reduzidos. 


Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil chega aos 30 anos de luta contra o HIV e AIDS com registro de queda no número de óbitos no país. Segundo o novo Boletim Epidemiológico, divulgado no mês de Novembro, em quatro anos, a taxa de mortalidade pela doença passou de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. 


Os novos números da epidemia revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de AIDS no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção de AIDS era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foi de 18,3, queda de 15,7%. Em quatro anos também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença, passando de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017.


Houve também uma diminuição significativa da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebê reduziu em 43% entre 2007 e 2017, caindo de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes. Isso se deve ao aumento da testagem na Rege Cegonha, que contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes. Em 2017, a taxa de detecção foi de 2,8 casos por 100 mil habitantes. Nos últimos 7 anos, ainda houve redução de 56% de infecções de HIV em crianças expostas infectadas pelo HIV após 18 meses de acompanhamento. Os novos dados ainda mostram que 73% das novas infecções de HIV ocorrem entre no sexo masculino, sendo que 70% dos casos entre homens estão na faixa de 15 a 39 anos.


Uma informação importante é que além dos testes rápidos, já disponibilizados pelo SUS, para a detecção do vírus nas unidades de saúde do país, a partir de janeiro também haverá na rede pública a oferta do autoteste de HIV para populações-chave e pessoas/parceiros em uso de medicamento de pré-exposição ao vírus. Inicialmente serão distribuídas 400 mil unidades, em um projeto piloto que será desenvolvido nas cidades de São Paulo, Santos, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus.


O autoteste de HIV já é vendido nas farmácias privadas do país, mas os resultados não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Em caso de resultado positivo, o Ministério da Saúde orienta que o usuário busque o serviço de saúde para testes complementares. Nas caixas de autoteste de HIV, distribuído pelo SUS, haverá um número 0800 do fabricante para tirar dúvidas e dar orientações aos usuários. Este serviço funcionará 24 horas e 7 dias por semana. Além disso, o usuário pode tirar dúvidas pelo Disque Saúde 136 e no site www.aids.gov.br/autoteste.


Desde 2013, os medicamentos (antirretrovirais) são distribuídos nas unidades de saúde para soropositivos independente da quantidade de vírus que eles apresentarem no corpo. Até setembro deste ano, 585 mil pessoas com HIV/AIDS estavam em tratamento no país. 


Como ação de prevenção da doença, além do uso de preservativos e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV, o Ministério da Saúde também oferta, desde o início do ano, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A terapia está disponível em 73 serviços de 90 municípios em 21 estados e no Distrito Federal. 


“Apesar de todos os avanços no tratamento da AIDS, a prevenção continua sendo o melhor caminho”.

FONTE: Ministério da Saúde | Oeste em Foco

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