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Atrás das grades!

Idoso é condenado por ameaçar esposa e tentar matar policiais em Xaxim

Pena de nove anos de prisão foi aplicada por tentativa de homicídio, ameaça à esposa, posse ilegal de acessório relacionado à arma de fogo e resistência à prisão.

05/12/2018 14h50
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Oeste em Foco | Secom
Reprodução
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Um idoso de 67 anos, denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por uma série de crimes praticados em sequência à ameaça à esposa, entre eles a tentativa de homicídio dos policiais que atenderam à ocorrência, foi condenado a nove anos de prisão em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Xaxim.

Na denúncia, o promotor de Justiça, Diego Roberto Barbiero, relata que Francisco Januário Fin, na noite de 15 de janeiro de 2018, após discutir com a esposa, Gentilina Maculan Fin, intimidou a vítima com o dizer "vamos resolver isso agora" e dirigiu-se a um cômodo da casa onde ela sabia haver uma arma. Diante da ameaça, a esposa fugiu para a residência do vizinho e chamou a Polícia Militar.

Ao atender à ocorrência, após os inícios dos diálogos para que Francisco saísse da casa e se apresentasse, o réu impediu a entrada dos policiais na residência. Com mais alguns minutos de tentativa de diálogo, Francisco abriu parcialmente a porta e desferiu pelo menos três tiros em direção aos policiais - sem que causasse ferimentos por motivos alheios à sua vontade, mas assumindo o risco de matar os agentes públicos.

Somente depois de cinco horas de negociações envolvendo a PM de Xaxim, o PPT de Xanxerê e de Chapecó e já com o início do deslocamento, por terra, do BOPE da Capital, o réu finalmente se entregou à polícia. Na ocasião, foi apreendida a arma de fogo utilizada no crime - um revólver calibre 32, 3 cápsulas de projéteis deflagrados e duas lunetas de mira telescópicas, uma delas classificadas como de uso restrito das forças armadas.

No dia 30 de novembro de 2018 Francisco foi julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Xaxim e, conforme a denúncia apresentada pelo MPSC, condenado pelos crimes de homicídio qualificado tentado, resistência, posse de acessório de uso restrito e ameaça, este último agravado por ter sido praticado contra cônjuge, contra mulher e contra pessoa idosa - a esposa tinha 62 anos.

O júri iniciou às 9h e se prolongou até próximo às 23h, quando foi publicada a sentença em plenário. A pena aplicada pelo Poder Judiciário foi de nove anos de reclusão e três meses e 15 dias de detenção, em regime fechado.

Embora o réu estivesse respondendo ao processo em liberdade, o Ministério Público postulou a aplicação do recente entendimento do Supremo Tribunal Federal que autoriza a prisão após sentença do Tribunal do Júri, com o início imediato da Execução provisória da pena, pedido que foi acatado pelo Juízo.  

 O Júri foi presidido pela juíza de Direito, Vanessa Bonetti Haupenthal. A tribuna do Ministério Público foi ocupada pelo promotor de Justiça, Diego Roberto Barbiero. Na defesa do réu atuaram os advogados, Claudiomiro Ântonio Moreira, Marlei Ângela Ribeiro dos Santos e Valmar Rebelatto. A sentença é passível de recurso.

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