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Economia

18/12/2018 às 20h12

Júnior Recalcati

São Miguel do Oeste / SC

Agronegócio bate recordes e responde por 66% das exportações catarinenses em 2018
De janeiro a novembro de 2018, o agronegócio foi responsável por 66% do total das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,4 bilhões
Agronegócio bate recordes e responde por 66% das exportações catarinenses em 2018
Arnaldo Conceição | Cidasc

Um setor produtivo forte e focado no mercado externo. Esse é um dos segredos de Santa Catarina. Com apenas 1,12% do território brasileiro, o estado é referência internacional em sanidade e qualidade agropecuária – status que leva os produtos catarinenses aos mercados mais competitivos do mundo. De janeiro a novembro de 2018, o agronegócio foi responsável por 66% do total das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,4 bilhões.


“A agricultura tem um papel fundamental no crescimento econômico em Santa Catarina. O agronegócio representa 29% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense e 60% desse valor vem da produção de proteína animal. Esse ano tivemos resultados importantes”, afirma o governador Eduardo Pinho Moreira.


Em 2018, Santa Catarina não só manteve as exportações do agronegócio em alta como ampliou a presença internacional de seus produtos. O ritmo de crescimento do comércio internacional do setor agropecuário é superior de outros setores da economia. Enquanto as exportações do estado aumentaram 4,8% em relação aos onze meses de 2017, as vendas para o exterior do agronegócio tiveram um aumento de 6,6%.  O bom desempenho é resultado de ações e investimentos do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores rurais em busca da excelência na produção.


Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, a expectativa é de que o setor continue crescendo. “Em outubro nós tivemos três missões internacionais visitando Santa Catarina. Técnicos da Coreia do Sul, México e Canadá vieram ao estado com a possibilidade de habilitação de novas plantas para exportação e abertura de novos mercados”.


Investimentos


Em 2018, o Governo do Estado terminará o ano com R$ 700 milhões investidos na pesquisa agropecuária, extensão rural, defesa agropecuária e fomento. Recursos fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor agrícola catarinense. “Em Santa Catarina, o Governo do Estado investe em políticas públicas que geram inovações tecnológicas, levam conhecimento aos produtores rurais e mantém a sanidade animal e vegetal dos nossos produtos. Além disso, os Programas de Fomento Agropecuário alavancam novas oportunidades, melhorando a produtividade e a competitividade da agricultura familiar”, ressalta Airton Spies.


De fevereiro a dezembro – durante o governo Pinho Moreira – o Estado destinou 61,7 milhões aos Programas de Fomento para aumento da produtividade, melhoria do processo produtivo, agregação de valor, desenvolvimento da pesca e aqüicultura, aquisição de animais, projetos de irrigação e armazenagem e kits de informática para jovens agricultores. Ao todo, foram mais de 74 mil produtores rurais beneficiados.


“Em Santa Catarina provamos que a agricultura familiar é capaz de gerar uma grande riqueza por conta de seu profissionalismo e das conexões entre as cadeias agroindustriais e o mercado. As ações de Governo têm beneficiado os catarinenses com produtos de alta qualidade, com custos de produção competitivos, capazes de gerar empregos e oportunidades de trabalho tanto no meio rural quanto urbano”, explica Spies.


Sem contar os investimentos para regularização e legalização de imóveis rurais. Em 2018, foram R$ 740 mil utilizados para regularização fundiária em Irani, Jaborá, Vargem Bonita e Catanduvas. Em parceria com o Governo Federal, a Secretaria da Agricultura executa ainda o Programa Nacional de Crédito Fundiário, que possibilita aos trabalhadores rurais sem-terra, minifundistas e jovens rurais o acesso a terra por meio de financiamento para aquisição de imóveis rurais. Este ano foram 199 agricultores beneficiados com R$ 47,5 milhões em financiamentos.


Diferenciais


Os investimentos em sanidade agropecuária e o foco constante na excelência fazem de Santa Catarina o único estado do país livre de febre aftosa sem vacinação, além de zona livre de peste suína clássica, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal.


O estado foi o primeiro lugar do mundo a implantar a compartimentação da avicultura de corte, certificado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e implantado na Seara Alimentos em Itapiranga. A compartimentação funciona mapeando e isolando os aviários e frigoríficos, como um sistema fechado, e é garantia de sanidade animal e segurança alimentar.


Santa Catarina trabalha agora em seu próximo diferencial competitivo: erradicar a brucelose e a tuberculose nos rebanhos. O estado já tem a menor prevalência das doenças do país e segue indenizando os produtores rurais pelo abate sanitário de animais contaminados. De fevereiro a dezembro deste ano, o Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) investiu mais de R$ 4 milhões na indenização de 348 criadores.


Com 95 mil km², Santa Catarina reserva um terço de seu território coberto por vegetação nativa, ficando dois terços do território ocupados pelas cidades e pelo meio rural. Em um pequeno espaço, o estado consegue ser a sexta maior economia do Brasil e a quinta maior economia agropecuária do país. “Graças às políticas públicas, em parceria com o setor privado e o setor produtivo, o estado de Santa Catarina é considerado um modelo de agricultura eficiente e sustentável”, destaca o secretário Spies.


Futuro


O Estado se prepara para mais uma safra recorde. Em diversas regiões, Santa Catarina terá uma produtividade média de milho de 10 toneladas por hectare – a maior produtividade do país. Segundo Airton Spies, esse é o resultado do Programa Terra-Boa e do trabalho dos produtores que estão investindo cada vez mais em tecnologia.


Pensar na agricultura do futuro é um dos desafios do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA). O Núcleo funciona como um elo entre startups, pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações e as cadeias produtivas organizadas dos agricultores. O Banco Mundial é o grande apoiador desse projeto e Santa Catarina representa a América Latina numa lista de oito iniciativas como essa ao redor do mundo.

FONTE: Oeste em Foco | Secom

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