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Psicologia em Foco

Dores do corpo, dores da alma

Falando da psicossomática

Bruna Antunes

Bruna AntunesBruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.

21/12/2018 08h02Atualizado há 5 meses
Por: Bruna Antunes
Fonte: Oeste em Foco | Bruna Antunes
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Dores do corpo, dores da alma: Falando da psicossomática

Todos nós já passamos por momentos dolorosos em nossas vidas. Situações que acometem a todos, mas que são vividas e sentidas de formas diferentes por cada ser humano. Por exemplo, após um grande processo de stress advindo de um trabalho, um forte resfriado pode acontecer, ou mesmo, diante de alguma situação em que a pessoa terá que falar para um grande público, pode ficar sem voz ou com fortes dores de garganta. 

Depois dessas situações é comum que passamos a sentir no corpo algum tipo de dor, desconforto. Dores de cabeça, dor nas costas, no estômago, gripes e resfriados, dor no peito, fadiga, tontura, falta de ar insônia  são os mais comuns. O corpo somatizou. O que não foi resolvido no subjetivo, o corpo físico tratou de expor. 

A somatização é um transtorno psiquiátrico em que a pessoa apresenta múltiplas queixas físicas, localizadas em diversos órgãos do corpo mas que não são explicadas por nenhuma doença ou alteração orgânica. Geralmente, uma pessoa com doença psicossomática está frequentemente em consultas médicas ou pronto-socorros devido a estes sintomas, e o médico costuma ter dificuldade em encontrar a causa.

Esta situação também é chamada de transtorno de somatização, e é comum em pessoas ansiosas e depressivas, por isso, para o adequado tratamento é fundamental a realização de psicoterapia, além do acompanhamento com o psiquiatra, que poderá indicar medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos para ajudar a aliviar o problema. 

Pode-se dizer que a medicina ocidental está revendo o dogma de que sintomas só são passíveis de tratamento se originados em problemas físicos descritos cientificamente.  Nesse caminho, segue a trilha da antiga medicina oriental, segundo a qual um sintoma, mesmo sem causa orgânica suficientemente identificada, é, em si, um desequilíbrio a ser curado.

Os sintomas são reais. O sofrimento desses pacientes não é menor do que o daqueles que apresentam problemas com causas orgânicas bem definidas.

A mesma situação pode ser mais desgastante para uma pessoa e menos para outra, não apenas pelo perfil psicológico de cada uma, mas por efeito de uma tendência genética para reações hormonais mais ou menos fortes.  Fatores culturais também são relevantes.

Com a psicoterapia, a pessoa poderá falar sobre suas angústias, as quais estão ajudando a gerar esses sintomas físicos. É importante que o paciente se certifique de que realmente o problema se trata de somatização, descartando qualquer problema real físico.

"Na verdade, não existe um só sentimento que não tenha uma repercussão física. O que varia é a intensidade da emoção e a vulnerabilidade do corpo", (Geraldo Ballone).

Bruna Antunes CRP-12/16964

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