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Balanço 2018!

2018 termina com importantes investimentos e ações na área cultural em Santa Catarina

Um dos principais projetos financiados pelo Governo do Estado é o Prêmio Catarinense de Cinema, que prevê a distribuição de R$ 8,4 milhões aos vencedores, lançado no mês de abril

24/12/2018 16h26Atualizado há 5 meses
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Oeste em Foco | Secom
Julio Cavalheiro | Secom
Julio Cavalheiro | Secom

O ano de 2018 teve importantes investimentos no setor cultural. Um dos principais projetos financiados pelo Governo do Estado é o Prêmio Catarinense de Cinema, que prevê a distribuição de R$ 8,4 milhões aos vencedores, lançado no mês de abril. Do total dos recursos, R$ 3,5 milhões são do Governo do Estado e R$ 4,9 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Este foi o maior valor destinado ao prêmio desde que foi criado. Foram contemplados 23 projetos do segmento audiovisual.

“O edital é considerado uma importante ferramenta para fomentar a cadeia produtiva do setor audiovisual catarinense, desde os diretores e atores até os provedores de serviços de alimentação e maquiagem”, destaca o presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Ozeas Mafra.

Salvaguarda do patrimônio cultural

Ainda neste ano, a FCC concluiu o registro de Patrimônio Imaterial dos Festejos da Irmandade do Divino Espírito Santo de Florianópolis, da produção do queijo artesanal serrano, da pesca com botos em Laguna e da Dança do Catumbi de Araquari. Também foi concluído o tombamento de 57 imóveis da Rota Nacional de Imigração.

Em 2018 Santa Catarina ganhou sua primeira lista de bens sacros tombados. A relação, de cerca de 150 bens, é composta principalmente por esculturas e pinturas existentes em igrejas da Grande Florianópolis. A conquista é do Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor), vinculado à Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Desde 2008 o Atecor coordena a realização de inventários de bens sacros em todo estado. Antes disso, o levantamento era feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Esses documentos serviram de base para a criação da primeira lista de bens tombados, porém, conforme a equipe técnica do Atecor, serão publicadas novas listas no futuro, com o intuito de salvaguardar esses importantes itens do patrimônio cultural catarinense. Com o tombamento, os responsáveis pelos objetos deverão respeitar o disposto na legislação do tombamento estadual, que atribui deveres, sanções e até mesmo multa em caso de descaracterização do bem.

Apoio a projetos culturais

Alguns grupos artísticos receberam apoio financeiro do Governo do Estado, em 2018, para realização de espetáculos gratuitos em Santa Catarina. O mais significativo foi conquistado pela Camerata Florianópolis para apresentar 18 espetáculos da Ópera Frankenstein em diversas cidades catarinenses, sendo 50% delas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com menos de 20 mil habitantes. Para este fim, a Camerata recebeu R$ 1,5 milhão.

O grupo Pró-Música de Florianópolis também contou com apoio financeiro estadual, na ordem de R$ 200 mil, para apresentações gratuitas do Ballet Giselle, realizadas no Teatro Governador Pedro Ivo, na capital, durante mês de julho.             

O Florianópolis Audiovisual do Mercosul (FAM), evento que existe há 22 anos e que se consagrou como um dos festivais audiovisuais mais importantes do Sul do Brasil, foi contemplado com apoio de R$ 150 mil. O FAM foi realizado de 19 a 24 de junho na capital. Foram 250 horas de programação, com 85 atividades, além de palestras e oficinas.

Por fim, o coral Polyphonia Khoros, que anualmente realiza diferentes repertórios na Grande Florianópolis, recebeu apoio no valor de R$ 100 mil para duas apresentações do espetáculo Canta Brasil, em Florianópolis e São José.

Estrutura e reparo

O Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC), sediado no Palácio Cruz e Sousa, no centro da capital, passou por uma reforma completa da rede elétrica. Para execução dos trabalhos, o local ficou fechado por 45 dias. Por 40 anos, o prédio não recebeu nenhuma grande obra na parte elétrica, o que apresentava perigo de dano ao patrimônio. Ainda em 2018, foi concluída a etapa de restauração da marchetaria do piso do Palácio e ainda estão em execução as obras de restauro das pinturas murais.

Em relação ao Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, foi contratado serviço especializado para elaboração de projetos para reforma da Sala Maranhão, atualmente interditada, e reforma do telhado. Esses projetos estão sendo feitos em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que também é responsável pela edificação e acervo.           

De forma geral, a FCC investiu até dezembro R$ 572 mil em trabalhos de restauro, manutenção e jardinagem nos cinco museus que administra: Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC), Museu Etnográfico Casa dos Açores (Biguaçu) e Museu Nacional do Mar (São Francisco do Sul).

Além disso, o Governo do Estado, por meio da FCC, também entregou a nova sede da Casa do Jornalista, local que deve sediar, no futuro, o Memorial da Imprensa Catarinense. O prédio fica no Bairro Agronômica, em Florianópolis.

Exposições

O ano de 2018 também teve importantes exposições nos museus administrados pela FCC. Entre as que tiveram mais circulação de público, com assinatura no livro de presença, estão: “Almofada de Penas: Arte em Stop Motion” (MIS/SC), com 3,5 mil pessoas; “Desterro Desaterro, Arte Contemporânea em SC” (Masc), com 2,3 mil pessoas, “Imagens Impressas: um percurso Histórico pelas gravuras do Itaú Cultural” (Masc), com 3,1 mil visitantes; "Barcos do Brasil e do Mundo: a coleção de modelismo naval do Museu Nacional do Mar" (MHSC), com a presença de 4,6 mil visitantes.

Outras ações importantes para o setor cultural

O Centro de Cultura Popular Catarinense, na Casa da Alfândega, região central de Florianópolis, teve um edital para selecionar 65 artesãos e 35 trabalhadores manuais divididos por técnica de produção para comporem o espaço de exposição e comercialização de produtos artesanais com referência cultural catarinense. Esse grupo ficará no local até o fim de 2019, conforme o edital, que foi lançado em 2017 e concluído em 2018.    

Embora contasse com recursos estaduais do ano passado, o projeto Estação Cultural foi executado, na maior parte, entre fevereiro e abril de 2018. A iniciativa surgiu para democratizar o acesso às atividades culturais, com atrações de abrangência estadual. Foram 150 projetos selecionados, levados a 51 municípios catarinenses. Cada cidade recebeu três atividades, divididas entre oficinas (46 no total) e apresentações artísticas (89). O projeto recebeu o investimento estadual de R$ 400 mil. Pelas cidades por onde passou, levou oficinas e apresentações artísticas a mais de 11 mil pessoas.

Outro projeto que circulou por cidades catarinenses foi a exposição Claro Gustavo Jasson - O Fotógrafo do Contestado. A exposição é itinerante e conta parte da história do estado, mostrando de perto os registros do conflito feitos por Jasson. O projeto, iniciado em 2016, exibe o trabalho de pesquisa de Rosa Maria Tesser, autora que estudou por quase dois anos e meio a vida do fotógrafo e seu acervo de 2,5 mil imagens que retratam diversos momentos da história do Brasil. Em 2018, a mostra passou por Brusque, Araquari, Irineópolis, Fraiburgo, Corupá, Campos Novos e chegará a Irani, onde as fotos ficarão em definitivo.

Por meio do Projeto Cinema ao Vivo, do Museu da Imagem e do Som (MIS/SC), foram realizadas sessões na capital e em cidades do interior com exibição de um filme clássico com trilha sonora tocada ao vivo por uma banda catarinense. Foram realizadas duas sessões em São Lourenço do Oeste, sete em Florianópolis, uma em Laguna, uma em Araranguá, uma em Rio do Sul, uma em Joinville, uma em Chapecó e uma em Braço do Norte. No total, em 2018, cerca 2,5 mil pessoas prestigiaram as sessões.

Trabalho contínuo, o mapa disponibilizado no site da FCC para dar visibilidade à programação das cidades conta atualmente com informações de cerca de 250 municípios. Já estão cadastrados 1.254 eventos públicos, como festivais e encontros de música, teatro, dança, folclore, artes visuais, feiras literárias, entre outros.

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