Sábado, 19 de janeiro de 2019
(49) 98895-5546
Política

04/01/2019 às 11h32 - atualizada em 04/01/2019 às 15h27

Júnior Recalcati

São Miguel do Oeste / SC

ADR de São Miguel do Oeste inicia processo de extinção
Governador exonerou o secretário executivo, Paulo Meneghini, e o assessor de comunicação Vandro Welter
ADR de São Miguel do Oeste inicia processo de extinção
Google Maps | Reprodução

A Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste entrou em processo de extinção. O governador, Carlos Moisés, antes de assumir o estado, já havia anunciado a desativação dos serviços em todas as regionais Catarinenses. O objetivo era cortar cargos administrativos.


Assim que empossado, Moisés exonerou o secretário executivo da ADR, Paulo Meneghini, e o assessor de comunicação, Vandro Luís Welter. Apesar do afastamento dos servidores, a agência continuará em funcionamento por até quatro meses. A ideia é repassar todos os processos em andamentos para as secretarias municiais responsáveis por cada trâmite.


Ao todo, 20 secretarias iniciaram o processo de desativação em Santa Catarina. Moisés afirma que o fim das estruturas não significa que a entrega de serviços nas regiões será prejudicada, uma vez que servidores efetivos serão realocados e contratos em andamento serão respeitados.


Até então, atuavam nestes locais 1.361 funcionários. Do total, 146 eram cargos comissionados sem vínculo efetivo.


As atuais agências foram criadas em 2003, com o nome de Secretarias de Desenvolvimento Regional, popularmente chamadas de SDRs. Nos últimos anos, as estruturas foram alvo de críticas constantes de políticos de partidos como o PP — histórico rival do MDB, idealizador do projeto —, PT e do próprio PSD, do ex-governador Raimundo Colombo, que manteve as secretarias/agências em seus mandatos.


Em 2015, a mudança de nomenclatura foi vista como uma tentativa de esvaziamento das estruturas. Chegou a ser anunciado, na época, a extinção de 242 cargos. Mesmo assim, as despesas com as agências haviam crescido R$ 40 milhões de 2015 para 2016, em vez de uma economia prometida de R$ 5 milhões.


Em fevereiro de 2018, quando Eduardo Pinho Moreira assumiu o governo com a renúncia de Colombo para concorrer ao Senado, o emedebista logo anunciou a desativação de 15 ADRs e quatro secretarias executivas centrais: Articulação Estadual, Assuntos Internacionais, Assuntos Estratégicos e Supervisão dos Recursos Desvinculados, esta última responsável por administrar os recursos do Fundo Social.


Incluída no pacote de cortes também estava a extinção de 185 cargos comissionados. A expectativa do governo anunciada à época era de uma economia de R$ 50 milhões até o fim do ano, R$ 15 milhões apenas com folha salarial.

FONTE: Oeste em Foco

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2019 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium