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Alerta!

Hospital Regional de São Miguel do Oeste alerta para mensagem falsa circulando nas redes sociais

Texto fake já circulou por todo o Brasil. Primeiras publicações ocorreram há pelo menos cinco anos

10/01/2019 14h01
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Oeste em Foco
Facebook | Reprodução
Facebook | Reprodução

Não são raras as vezes em que a boa-fé das pessoas e, até mesmo, a “inocência”, serve de combustível para que boatos sejam rapidamente propagados na internet. Isso se potencializa em casos de correntes para salvar a vida de crianças e tantas outras mensagens de ajuda mútua. Desta vez, o pedido fake é para doação de sangue AB negativo para salvar a vida de Elisa Mirela Guedes de Lima, supostamente internada no Hospital Regional.

Na falsa mensagem, não há se quer a indicação de qual unidade hospitalar se trata, nem o DDD do número informado para contato, gerando inclusive, transtornos a diversos proprietários de números semelhantes. Além disso, os diversos compartilhamentos e comentários nas redes sociais, além de causar ainda mais polêmica, congestionam telefones de hospitais por onde a mensagem circula.

Há registros de que o mesmo texto foi enviado pela primeira vez há pelo menos cinco anos. No passado, a menina que é natural do Nordeste, chegou a precisar de doações sanguíneas, mas hoje passa bem.

O Hospital Regional de São Miguel do Oeste alerta a comunidade, principalmente os internautas da região, que o pedido não é verdadeiro. Inclusive, destaca que a coleta de sangue ocorre somente no Hemosc em Chapecó.

A orientação é para que as pessoas busquem as informações por meio de fontes confiáveis, ou seja, os veículos de comunicação de suas cidades. O Oeste em Foco, que possui abrangência regional, sempre esteve à disposição para divulgação de matérias de interesse público, por isso, reafirma o compromisso de noticiar pedidos como este, quando realmente necessário e VERDADEIRO.

CONFIRA O PEDIDO FAKE NA ÍNTEGRA

Alguém tem sangue AB negativo ou conhece alguém? É urgente!

Uma criança no Hospital Regional Alguém tem sangue AB negativo ou conhece alguém? É urgente!

Uma crianca no Hospital Regional está precisando de sangue e no hemocentro não tem. Ela está correndo risco de morte. Os médicos deram apenas 24h pra ela. O nome dela é Elisa Mirela Guedes de Lima. Se quiserem repassar para outro grupo, ajude galera. Um dia poderemos precisar de ajuda tbm ...podem enviar.

Repassando

Ajudem a repassar por favor. 982821492 é o tel da pessoa

É urgente! está precisando de sangue e no hemocentro não tem. Ela está correndo risco de morte. Os médicos deram apenas 24h pra ela. O nome dela é Elisa Mirela Guedes de Lima. Se quiserem repassar para outro grupo, ajude galera. Um dia poderemos precisar de ajuda tbm ...podem enviar.

Repassando

Ajudem a repassar por favor. 982821492 é o tel da pessoa

É urgente!

Divulgação de 'fake news' pode passar a ser punida com até três anos de reclusão

Quem divulgar notícias que souber serem falsas sobre assuntos relacionados a saúde, segurança pública, economia nacional, processo eleitoral ou que afetem interesse público relevante poderá ser punido com penas de detenção ou reclusão. É o que prevê o Projeto de Lei do Senado 473/2017, que aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O projeto, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), estabelece pena de seis meses a dois anos de detenção no caso da simples divulgação das chamadas “fake news”. Caso essa divulgação seja feita por meio da internet, a pena passa a ser de reclusão de um a três anos. Se a prática visar à obtenção de algum tipo de vantagem, a pena poderá ser aumentada em até dois terços.

De acordo com Ciro Nogueira, há situações em que as notícias falsas têm como alvo pessoas específicas, e nesses casos elas podem constituir os crimes de calúnia, injúria ou difamação, já previstos no Código Penal. Entretanto, há casos em que o dano da fake news não pode ser individualizado, mas atinge o “direito difuso de a população receber notícias verdadeiras e não corrompidas”. Segundo ele, o objetivo do projeto é coibir esses casos, que ainda não estão previstos na lei.

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