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Insatisfação!

Fundador do SAMU em São Miguel do Oeste lamenta desativação parcial do serviço no município

“Nós não podemos nos desunir. Tem de haver união. União pela vida! Está na hora de todos unidos trazermos mais saúde para São Miguel do Oeste. Não é tirar saúde, é colocar saúde”. Alexandre Spessatto, em entrevista concedida ao Oeste em Foco, falou sobre a importância do serviço

11/01/2019 22h18
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Oeste em Foco
Júnior Recalcati | Oeste em Foco
Júnior Recalcati | Oeste em Foco

“Nós não podemos nos desunir. Tem de haver união. União pela vida! Está na hora de todos unidos trazermos mais saúde para São Miguel do Oeste. Não é tirar saúde, é colocar saúde”. Essas foram as palavras do médico, Alexandre Spessatto, um dos fundadores do SAMU em São Miguel do Oeste, em entrevista concedida ao Oeste em Foco sobre a desativação parcial do órgão no município.

Spessatto revela a preocupação com a falta de uma Unidade de Suporte Básico (USB) do SAMU, desativada no início de janeiro de 2019. Para ele, seria interessante disponibilizar mais uma ambulância ao invés de tirar o veículo de circulação.

O médico ressalta que a situação tem causado transtornos, como o acúmulo de ocorrências para o Corpo de Bombeiros que se vê obrigado a suprir a demanda. O Batalhão dos bombeiros em São Miguel do Oeste é responsável pelo atendimento de cinco municípios: São Miguel do Oeste, Descanso, Belmonte, Bandeirante e Paraíso. Com o suporte da USB do SAMU era possível atender um número maior de ocorrências e, também, distribuir funções de acordo com a gravidade e necessidade de cada caso.

Em entrevista ao Oeste em Foco, na semana passada, o secretário Municipal de Saúde, Leonir Caron, informou que a suspensão do serviço partiu devido ao alto custo de manutenção. Ele frisa que a USB-03 foi entregue na Regional de Saúde em São Miguel do Oeste para devolução ao estado. A equipe que trabalhava com o carro, composta pelo condutor-socorrista e um técnico de enfermagem foi remanejada.

Caron destaca que a USB atendia em média 74 ocorrências todos os meses. Cerca de R$ 21,9 mil eram repassados ao Município para a prestação dos serviços, no entanto, São Miguel do Oeste investia até R$ 37 mil mensais para a realização dos trabalhos. A diferença de valores, que seria de responsabilidade da Administração Municipal, era considerada como despesa em um serviço supostamente “pouco utilizado”, o que segundo o secretário, inviabilizaria arcar os custos e manter o atendimento.

Outro ponto chave para a decisão foi a impossibilidade de utilizar a ambulância quando solicitado. Leonir disse que devido a regulamentação do SAMU era preciso solicitar uma espécie de autorização em Chapecó para utilizar o veículo e sua equipe.

Atualmente o SAMU dispõe de uma Unidade Suporte Avançado (USA) que atua no atendimento de casos de maior complexidade em parceria com o Corpo de Bombeiros. Spessatto lamenta a decisão, mas torce para que a escolha seja reavida.

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