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Coluna Bruna Antunes: Eu preciso ser visto

Confira a coluna da psicóloga, Bruna Antunes, desta semana

02/07/2021 às 13h51 Atualizada em 02/07/2021 às 18h34
Por: Bruna Antunes Fonte: Oeste em Foco
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Coluna Bruna Antunes: Eu preciso ser visto

“Havia um homem muito rico que uma das coisas que mais gostava era ser elogiado por outras pessoas. Na sítio onde vivia, já se habituara aos elogios de todos exceto de um homem que nunca o elogiava. Este homem era muito modesto. Então, um dia, o homem rico foi visita-lo e disse-lhe:

– Se eu lhe oferecesse 20% da minha fortuna, fazia-me um elogio?

– Bom, essa parece-me ser uma partilha muito desigual para que fosse merecedor dos meus elogios – disse o homem.

– E se eu lhe desse metade da minha fortuna?

– Nesse caso, estaríamos em igualdade de condições, não veria qualquer necessidade de o elogiar.

– E se eu lhe oferecesse toda a minha fortuna? – perguntou o rico, exasperado.

– Se eu fosse dono de tal fortuna, para que é que o iria adular? – perguntou o homem modesto.

O homem rico voltou para casa furioso, mas no seu íntimo não conseguia deixar de admirar este homem modesto que não lhe fazia elogios.” (INTERNET)

A ilusão da vida perfeita exibida em alguns perfis das redes sociais na internet, reforçam a sensação de que supostamente a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa; que nós poderíamos estar onde não estamos; fazer o que não fazemos; comprar o que não precisamos, ser mais do que somos ou quem não somos. Necessidade de aprovação, criação da imagem perfeita, reconhecimento, viver numa felicidade constante, faz a vida da rede social afastar-se cada vez mais da real

Vidas maquiadas em troca de curtidas e comentários, mas que nos bastidores abriga uma realidade bem diferente da mostrada. Será que a felicidade se tornou uma obrigação? Na verdade não é só a felicidade que anda dando as caras exageradamente. Uma auto piedade recheada de “coitadismo” aparece estampada no mundo virtual. Postam as refeições (exóticas as vezes), os lugares, as tarefas, o trabalho, a saúde a doença, a insatisfação então, nem se fala. 

É legal sim usar as redes sociais. Eu também coloco momentos lá. O que pretendo ressaltar é a intensidade de querer mostrar tudo a todo momento. Isso pode trazer decepções se a pessoa não está preparada para críticas, para julgamentos e principalmente para o alvo das postagens: o número de curtidas e comentários, que parece ser o que determina sua popularidade e aceitação.

É normal, é saudável é bom ser reconhecido. Faz parte de nossas necessidades básicas (Pirâmide de Maslow).

Hoje o público jovem é dominador da tecnologia. Percebo que a responsabilidade, o cuidado com o que divulgamos deve ser observada e orientada, principalmente pelos pais. Muitos influenciadores digitais exibem suas vidas abertamente e se a criança, jovem e até mesmo nós adultos, não soubermos escolher o que é melhor e identificar a real intenção por detrás da postagem, problemas podem ser criados. 

A ilusão de uma vida perfeita, com corpos perfeitos (e obrigatórios), mesclados com uma gama de ilusões que nem sempre se tornariam reais, podem acarretar gatilhos para problemas emocionais, principalmente no que envolve a depressão, quando a pessoa fica exposta a um padrão de vida que foge da sua realidade, além de reforçar a solidão, pois quanto mais tempo nas redes sociais, menos a pessoa quer sair, fazendo com que as interações sejam cada vez mais pobres e superficiais; a insatisfação corporal e auto estima com dicas de dietas, treinos e vida saudável, compartilhados nem sempre por profissionais sérios e sem estudo individual, podem ser maléficos a saúde física e mental; e ansiedade com o entretenimento constante sem interrupções, gerando portanto um excesso de informações.

Portanto, existe um limite entre o virtual e o real; ele precisa ser respeitado para que possamos manter nossa saúde mental e física em harmonia. Antes pense se isso faz parte do seu caráter, se você realmente vive aquilo ou se apenas está querendo se auto afirmar perante os outros.

  É importante não se restringir ao mundo on-line e observar as possibilidades que existem na vida real. Há muitas outras chances de se explorar a vida, mas podemos estar nos restringindo ao virtual, ao ficcional, às redes, perdendo a possibilidade de descobrir o mundo à nossa volta com olhares mais contemplativos e reais, não tão ilusórios.

Fonte: www.psicoter.com.br/redes-sociais/

 

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Bruna Antunes
Bruna Antunes
Sobre Bruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.
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