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Ministro do Turismo é exonerado para assumir mandato na Câmara
Marcelo Álvaro Antônio deixa temporariamente as funções no Executivo
06/02/2019 20h20
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Veja
Valter Campanato | Agência Brasil
Valter Campanato | Agência Brasil

Marcelo Álvaro Antônio (PSL), foi exonerado do cargo de ministro do Turismo, em ato assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira 6. Ele deixa temporariamente as funções para assumir o mandato para o qual foi eleito na Câmara dos Deputados.

O ministro era o único integrante do primeiro escalão do governo que ainda não tomou posse. Segundo a Casa Civil, Álvaro Antônio estava de licença médica. Pelo Twitter, o ministro afirmou que volta às suas funções nesta quinta-feira (7).

Para assumir no Legislativo, é necessário ser formalmente exonerado do cargo no Executivo. Ao voltar para o ministério, a vaga na Câmara é aberta para um suplente. O prazo para os novos deputados assumirem é de 30 dias.

Na sexta-feira 1º, os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Osmar Terra (Cidadania) também haviam sido exonerados para assumir na Câmara e depois voltaram aos seus cargos.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Antônio desviou recursos nas últimas eleições em um esquema de candidaturas “laranjas” no estado Minas Gerais. Questionado sobre o caso, o vice-presidente Hamilton Mourão declarou que a história “se for verdadeira, é grave”. 

Segundo a denúncia da Folha de S. Paulo, Antônio usou quatro candidaturas de mulheres para direcionar verbas públicas de campanha para empresas ligadas a seus assessores. 

Por meio de sua assessoria, o político afirmou que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei” e que “refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido.”

“Fazer ilações sobre o valor gasto por qualquer candidato e a quantidade de votos que o mesmo conquistou é, no mínimo, subestimar a democracia e o poder de análise dos eleitores”, declarou.

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