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Saúde

08/02/2019 às 09h27

Bruna Antunes

Descanso / SC

Dependência química:
Um pouco sobre o tema
Dependência química:
Oeste em Foco

Dependência química: Um pouco sobre o tema


 


O problema das drogas em nosso cenário atual já não casa mais espanto em ninguém. Me parece que o assunto já foi banalizado e incorporado na sociedade de tal forma que quando nos deparamos com notícias a respeito do tema, já não nos mostramos mais surpresos. Na escola o tem a Drogas, é tratado pelo PROERD, parceria com a polícia militar. Prevenir sempre vai ser a melhor solução. O trabalho de reabilitação do usuário não é fácil. Para tanto o primeiro passo é ele querer. E ter muita força de vontade para vencer o vício.


 


Na dependência de substâncias psicoativas precisa ser considerado o contexto que circunda este fenômeno, com o profissional considerando seu papel fundamental de auxiliar estes indivíduos dependentes que buscam assistência, a modificar seus comportamentos dependentes da forma mais eficaz possível, diante dos recursos que dispõe.


Compreender e tratar o indivíduo como um todo, vendo além de seu problema de dependência, mas sem perder o foco clínico do tratamento. 


 


Os primeiros estudos sobre dependência química lançavam seu foco apenas no dependente, não considerando o papel da família e suas implicações nesse processo. 


Atualmente os familiares constituem uma excelente fonte de ajuda no tratamento da dependência, a partir do momento em que se considera a família como um sistema que necessita de orientação e acompanhamento para que o resultado do tratamento seja mais 


eficiente e eficaz possível. A abordagem sistêmica busca intervir na dinâmica familiar,  procurando compreender de que forma o uso de drogas está sendo utilizado para manter a homeostase das relações. 


No final da década de 70, a palavra “co-dependência” surgiu no meio terapêutico e o termo “codependente” foi utilizado para descrever as pessoas cujas vidas haviam sido afetadas por estarem envolvidas com dependentes químicos. Ao compreender melhor a co-dependência, pode-se observar que determinadas pessoas buscam relacionamentos com pessoas perturbadas, carentes ou dependentes, demonstrando que não são apenas  afetadas pelo transtorno do outro, mas que também tem necessidade de ser ajudada.


Intervenções na família e/ou rede social melhoram os resultados nos tratamentos se comparados a intervenções individuais. Têm-se enfatizado a importância da família e da rede social nas intervenções por uso de substâncias psicoativas.


 


Há a possibilidade da redução de danos que é uma estratégia de abordagem dos problemas com as drogas, que não parte do princípio que deve haver uma imediata e obrigatória extinção do uso de drogas no âmbito da sociedade, seja no caso de cada indivíduo, mas que formula práticas que diminuem os danos para aqueles que usam drogas e para os grupos sociais com os quais convivem. O objetivo geral da Redução de Danos é evitar, se possível, que as pessoas se envolvam com o uso de substância psicoativas.  Se isso não for possível, para aqueles que já se tornaram dependentes, oferecer os melhores meios para que possam rever a relação de dependência, orientando-os tanto para um uso menos prejudicial, quanto para a abstinência, conforme o que se estabelece a cada momento para cada usuário.


 


Para os pacientes cujo principal problema é o uso problemático de álcool e outras drogas passaram a existir, a partir de 2002, os CAPSad. Constitui se de um serviço ambulatorial de atenção diária, de referência, que se Responsabilizam-se pela organização da demanda e da rede de instituições de atenção a usuários de álcool e drogas. Tem a capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da “porta de entrada” da  rede assistencial. Além disso coordenam as atividades de supervisão de serviços de atenção a usuários de drogas, supervisionar e capacitam equipes. Existem também as Comunidades Terapêuticas, que tem o objetivo específico de tratar o transtorno individual, transformando estilos de vida e identidades pessoais. O processo de recuperação começa quando os indivíduos aceitam a responsabilidade por suas ações, independentemente da substância psicoativa.


A permanência indefinida é substituída por uma duração planejada de permanência residencial, orientada por um plano e por um protocolo de tratamento. 


Como “porta de entrada” do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, a UBS representa o primeiro contato com o paciente que busca tratamento para problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas. Ali é feita e triagem e encaminhamento e tratamento necessário para o usuário.


Assim, o uso de drogas é problema de saúde pública e é de responsabilidade de cada um fazer parte da prevenção, seja na educação dos filhos, na orientação para outras pessoas e apoio e compreensão aos usuário que se dispõe a deixar o vício. 


 


Bruna Antunes


Psicóloga CRP-12/16964


 


  


 


 


 


 

FONTE: Oeste em Foco- Bruna Antunes

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Bruna Antunes

Blog/coluna Bruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.
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