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Coluna Bruna Antunes: Crenças! Somos o que pensamos

Confira a coluna da pscóloga, Bruna Antunes, desta semana

18/08/2021 às 12h30 Atualizada em 16/09/2021 às 14h14
Por: Bruna Antunes Fonte: Oeste em Foco
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Oeste em Foco
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Quando eu era criança, adorava o circo, e o que mais gostava de ver eram os animais. O elefante era o que mais me chamava a atenção. Durante o espetáculo, aquele animal enorme fazia uma demonstração de peso, tamanho e força descomunais… mas depois da apresentação, ele ficava amarrado por uma das patas com uma corda presa numa pequena estaca cravada no chão.

Embora a corda fosse grossa e resistente, me parecia óbvio que o elefante, capaz de arrancar uma árvore pela raiz com sua força, poderia facilmente arrancar a cerca e fugir.

O mistério era evidente: por que ele não fugia?

Há alguns anos conheci um professor muito inteligente que me deu uma resposta: o elefante do circo não foge porque sempre esteve preso na cerca, desde muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o elefante recém-nascido preso à cerca. Tenho certeza de que naquele momento o elefantinho empurrou, puxou e suou, tentando se soltar. E, apesar de tanto esforço, não conseguiu.

A cerca naquele momento certamente era forte demais para ele.

Eu poderia jurar que ele dormiu, exausto, e no dia seguinte fez tudo de novo, e também no seguinte, e no seguinte… até que um dia aceitou sua fraqueza e aceitou seu destino.

Esse enorme e poderoso elefante que vemos no circo não escapa porque acha que não pode. Ele tem o registro e a lembrança de sua incapacidade, aquela que sentiu logo depois de nascer. O pior é que nunca mais voltou a questionar isso, nunca mais tentou fugir.

Vivemos amarrados a muitas estacas que nos tiram a liberdade. Acreditamos que "não podemos" um monte de coisas, simplesmente porque alguma vez, no nosso passado, tentamos e não conseguimos. Então fizemos o mesmo que o elefante. Gravamos na memória um registro de incapacidade e repetimos "não posso… não posso e nunca poderei".

Fonte: Internet

VAMOS CONHECER UM POUCO DE COMO FUNCIONA NOSSA MENTE?

O que são crenças?

Ao longo da vida, construímos conceitos sobre todas as coisas, ainda que sem perceber, que podem se cristalizar com o passar do tempo e, de alguma forma, impactar nossos comportamentos. Nesse sentido, as crenças centrais são as principais percepções que o indivíduo tem sobre si.

Crença é tudo aquilo que você acredita com muita força. É tudo aquilo que foi instalado em sua mente e que você considera como verdade absoluta. Segundo a psicologia cognitiva, tudo o que fazemos é baseado no que acreditamos, ou seja, baseado em nossas crenças internas. Cada crença interna é baseada em nossas representações mentais pessoais. É a nossa forma de ver o mundo, e é diferente para cada pessoa. 

Temos 2 tipos:

Crenças limitantes ou negativas- São pensamentos e interpretações falsos, mas que a pessoa toma como absoluta verdade. Essa crenças impedem que a pessoa consiga prosseguir na vida. Presentes na Depressão. “eu não sou capaz”, “ninguém gosta de mim”, “isso não vai dar certo pra mim”, e assim por diante.

Crenças positivas- são as crenças fortalecedoras, que trazem automotivação para a pessoa.   “eu consigo fazer”, “eu sou um ser humano inteligente”, “eu sou uma pessoa bela”, e assim por diante

Nossa mente procura explicações para qualquer situação que se apresente e ela busca essas explicações na nossa mente inconsciente.

Muitas vezes as crenças são desenvolvidas em situações traumáticas. Por exemplo, uma criança que tenha sido espancada por seu pai pode concluir que isto acontecia por ela ser desastrada, e assim mantém a crença que deve ser espancada por ser supostamente desastrada, podendo até fortificar a falsa crença que colocavam nela, de ser desastrada.

Mas o que é essa mente inconsciente?

É a parte do nosso pensamento onde ficam armazenadas todas nossas vivencias, sentimentos, medos, situações fortes que provocaram em nós alguma reação, ao longo da vida. Aquilo que “ficou esquecido”, ou que por algum motivo “não quer lembrar”. Freud exemplificou nossa mente consciente e inconsciente como se fosse um Ice Berg.

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Bruna Antunes
Sobre Bruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.
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