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18/02/2019 às 20h35 - atualizada em 19/02/2019 às 14h31

Sandro Risso

Chapecó / SC

Ceratocone: sintomas e alternativas
É uma doença degenerativa que provoca a deformação da córnea, membrana transparente que protege o olho.
Ceratocone: sintomas e alternativas
Oeste em Foco

Ceratocone é uma doença degenerativa que provoca a deformação da córnea, que é a membrana transparente que protege o olho, tornando-a mais fina e curva, adquirindo a forma de um pequeno cone.


Os principais sintomas são: Visão embaçada, hipersensibilidade à luz, visão dupla, dor de cabeça. 


Somente o oftalmologista pode desconfiar da presença do ceratocone e fazer um exame para avaliar a forma da córnea do olho. Caso a forma do olho se vá alterando, geralmente é feito o diagnóstico de ceratocone e é usado um computador para avaliar o grau da curvatura da córnea, ajudando a adequar o tratamento.


Ainda não se conhece a causa exata da doença. Segundo a oftalmologista Janaina Dias, umas das possíveis causas é o ato de coçar os olhos com frequência. “Todos os pacientes que desenvolvem ceratocone, em algum momento da vida coçaram os olhos”, afirma Dias.  Outra origem pode ser hereditária. O ceratocone também pode ter origem hereditária.


O ceratocone normalmente não causa cegueira completa, porém, com o agravamento progressivo da doença e alteração da córnea, a imagem enxergada vai-se tornando muito embaçada, acabando por dificultar as atividades diárias.


Ainda segundo Janaina, o principal tratamento é a aplicação chamada de cross-linking de colágeno, que tem como objetivo retardar e/ou estabilizar a progressão do ceratocone. “O que a gente faz é a aplicação da vitamina B12, a Riboflavina + o raio ultravioleta” completa ela. Dias afirma que o ceratocone não é curado, ele apenas estabiliza, ou seja,  não há mais agravamento da lesão e esse procedimento precisa ser feito uma única vez durante toda vida. O procedimento é eficaz, com baixo índice de complicações, podendo ser indicado para pacientes com ceratocone progressivo e ectasia (dilatação) progressiva pós-cirurgia refrativa.


Os demais tipos de tratamento podem ser o uso de óculos, lentes rígidas para correção do grau de visão e implante de anel na córnea. “O transplante de córnea é a última alternativa a ser considerada devido ao risco desse tipo de cirurgia. Só sendo realizada quando o grau de alteração é muito elevado ou quando o ceratocone piora mesmo depois dos outros tipos de cirurgia”, completa. 


Em caso de dúvida procure o seu oftalmologista.

FONTE: Oeste em Foco | Sandro José Risso

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