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Saúde

12/03/2019 às 20h13 - atualizada em 12/03/2019 às 21h03

Sandro Risso

Chapecó / SC

Acidente Vascular Cerebral
A cada dois segundos, uma pessoa tem um AVC em algum lugar do planeta.
Acidente Vascular Cerebral
AVC hemorrágico e AVC isquêmico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde o AVC mata 6,2 milhões de pessoas no mundo a cada ano. A cada dois segundos, uma pessoa tem um AVC em algum lugar do planeta.


O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como "Derrame Cerebral", é uma doença crônica não transmissível. Resumidamente, o AVC acontece quando os vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens do que as mulheres. 


O AVC é uma doença que quanto mais rápido for o tratamento, maiores serão as chances de recuperação completa. Sendo assim, são de grande importância a identificação dos sinais e sintomas e o atendimento médico imediato.


Nosso corpo dá alguns sinais que facilitam a identificação do Acidente Vascular Cerebral.  Seguem algumas dicas:


• Peça para a pessoa sorrir. Se o sorriso sair torto ou se a boca entortar, pode ser AVC.


• Peça para a pessoa levantar os braços. Se a pessoa tiver alguma dificuldade para levantar um deles ou se após levantar os dois um deles cair bruscamente, pode ser AVC. 


• Peça também para a pessoa repetir uma frase ou uma mensagem qualquer. Se a pessoa não conseguir compreender ou não conseguir repetir a frase ou mensagem, pode ser AVC.


Diante de qualquer um desses sinais, procure imediatamente um Centro de Saúde ou ligue SAMU 192.


A boa noticia, principalmente para as mulheres, é que segundo o Ministério da Saúde as taxas de óbito por AVC diminuíram nos últimos anos. Índice que sem duvida é fruto de um trabalho preventivo de anos anteriores.


Um estudo do Ministério da Saúde apontou que entre 2010 e 2016, o índice caiu 11% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral nas mulheres entre 30 e 69 anos.


A constatação é do estudo Saúde Brasil 2018, realizado pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta sexta-feira (08/03), em alusão ao Dia Internacional da Mulher. No mesmo período, o índice para AVC caiu de 39,5 para 35,2 óbitos por 100 mil habitantes do sexo feminino. 


O registro da redução de óbitos demonstra impacto das ações do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que se iniciou em 2011 e vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde com estados e municípios junto à população.


O Plano tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações, uma vez que nessa área é possível resolver até 80% dos problemas de saúde. O conjunto de ações também têm resultado no aumento do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além de ações de promoção da saúde.


O levantamento apontou que, na população com faixas etárias entre 30 e 69 anos e com mais de 70 anos, o AVC ocupou o segundo lugar no ranking das principais causas de óbitos entre as brasileiras de todas as regiões e os brasileiros do Sul e Sudeste, com idades entre 30 a 69 anos. 


As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o AVC, respondem por cerca de 36 milhões, ou 63% das mortes no mundo, com destaque para as doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica. No Brasil correspondeu a 54,0% de todas as mortes, no ano de 2016, último ano de dados da pesquisa. Na faixa etária de 30-69 anos, representou 56,1% dos óbitos.


A ocorrência do AVC é muito influenciada pelos estilos e condições de vida. Alimentação saudável e exercícios físicos regulares são as principais ações para manter boa saúde e qualidade de vida.


O Ministério da Saúde desenvolveu ações de promoção à saúde, como o pacto com a indústria para a redução de açúcar e sal nos alimentos. Para o tratamento, o Governo Federal disponibiliza no SUS medicamentos gratuitos. 


Os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostram redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas, que incluem o AVC, entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o país já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. O objetivo inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

FONTE: Agência Saúde| World Health Organization | Oeste em Foco | Sandro Risso

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