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AVC

Acidente Vascular Cerebral

A cada dois segundos, uma pessoa tem um AVC em algum lugar do planeta.

Sandro Risso

Sandro RissoA coluna Saúde em Foco destaca assuntos relevantes com uma releitura dos principais acontecimentos, teorias e práticas da área. O objetivo é trazer informações que possam auxiliar os leitores no dia a dia, seja para tomar decisões ou simplesmente para aqueles que buscam subsídios em suas argumentações. O colunista, Sandro José Risso, preza pelo elo entre o leitor e o escritor a fim de agregar valores à manutenção e melhoria na saúde de seus seguidores.

12/03/2019 20h13Atualizado há 2 meses
Por: Sandro Risso
Fonte: Agência Saúde| World Health Organization | Oeste em Foco | Sandro Risso
AVC hemorrágico e AVC isquêmico.
AVC hemorrágico e AVC isquêmico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde o AVC mata 6,2 milhões de pessoas no mundo a cada ano. A cada dois segundos, uma pessoa tem um AVC em algum lugar do planeta.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como "Derrame Cerebral", é uma doença crônica não transmissível. Resumidamente, o AVC acontece quando os vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens do que as mulheres. 

O AVC é uma doença que quanto mais rápido for o tratamento, maiores serão as chances de recuperação completa. Sendo assim, são de grande importância a identificação dos sinais e sintomas e o atendimento médico imediato.

Nosso corpo dá alguns sinais que facilitam a identificação do Acidente Vascular Cerebral.  Seguem algumas dicas:

• Peça para a pessoa sorrir. Se o sorriso sair torto ou se a boca entortar, pode ser AVC.

• Peça para a pessoa levantar os braços. Se a pessoa tiver alguma dificuldade para levantar um deles ou se após levantar os dois um deles cair bruscamente, pode ser AVC. 

• Peça também para a pessoa repetir uma frase ou uma mensagem qualquer. Se a pessoa não conseguir compreender ou não conseguir repetir a frase ou mensagem, pode ser AVC.

Diante de qualquer um desses sinais, procure imediatamente um Centro de Saúde ou ligue SAMU 192.

A boa noticia, principalmente para as mulheres, é que segundo o Ministério da Saúde as taxas de óbito por AVC diminuíram nos últimos anos. Índice que sem duvida é fruto de um trabalho preventivo de anos anteriores.

Um estudo do Ministério da Saúde apontou que entre 2010 e 2016, o índice caiu 11% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral nas mulheres entre 30 e 69 anos.

A constatação é do estudo Saúde Brasil 2018, realizado pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta sexta-feira (08/03), em alusão ao Dia Internacional da Mulher. No mesmo período, o índice para AVC caiu de 39,5 para 35,2 óbitos por 100 mil habitantes do sexo feminino. 

O registro da redução de óbitos demonstra impacto das ações do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que se iniciou em 2011 e vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde com estados e municípios junto à população.

O Plano tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações, uma vez que nessa área é possível resolver até 80% dos problemas de saúde. O conjunto de ações também têm resultado no aumento do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além de ações de promoção da saúde.

O levantamento apontou que, na população com faixas etárias entre 30 e 69 anos e com mais de 70 anos, o AVC ocupou o segundo lugar no ranking das principais causas de óbitos entre as brasileiras de todas as regiões e os brasileiros do Sul e Sudeste, com idades entre 30 a 69 anos. 

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o AVC, respondem por cerca de 36 milhões, ou 63% das mortes no mundo, com destaque para as doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica. No Brasil correspondeu a 54,0% de todas as mortes, no ano de 2016, último ano de dados da pesquisa. Na faixa etária de 30-69 anos, representou 56,1% dos óbitos.

A ocorrência do AVC é muito influenciada pelos estilos e condições de vida. Alimentação saudável e exercícios físicos regulares são as principais ações para manter boa saúde e qualidade de vida.

O Ministério da Saúde desenvolveu ações de promoção à saúde, como o pacto com a indústria para a redução de açúcar e sal nos alimentos. Para o tratamento, o Governo Federal disponibiliza no SUS medicamentos gratuitos. 

Os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostram redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas, que incluem o AVC, entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o país já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. O objetivo inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

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