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Segurança Pública

12/03/2019 às 21h15

Júnior Recalcati

São Miguel do Oeste / SC

Cobras apreendidas pela polícia em Indaial não poderão ser devolvidas à natureza
Serpentes conhecidas como cobra-do-milho são naturais dos Estados Unidos e terão de ser mantidas em cativeiro
Cobras apreendidas pela polícia em Indaial não poderão ser devolvidas à natureza
Nilson Coelho | R3 Ambiental

As 24 cobras apreendidas pela Polícia Militar Ambiental em Indaial, na última semana, não poderão ser devolvidas à natureza. A informação foi confirmada pelo médico veterinário João Roeder, da R3 Ambiental, instituição que recebeu os animais na última quinta-feira. Isso porque as espécies apreendidas não são naturais do Vale do Itajaí e a soltura na região da Mata Atlântica de Santa Catarina (além de proibida) poderia desequilibrar o ambiente.


Com isso, 22 serpentes da espécie cobra-do-milho, natural dos Estados Unidos, serão mantidas em cativeiro e serão encaminhadas para terrários especializados que cuidarão dos animais. Uma outra cobra, a jibóia-constritora, é proveniente do Centro-Oeste do Brasil, e é difícil encontrar transporte com segurança para o animal até lá. Outra jiboia, da espécie jiboia-do-cerrado, estava com uma doença chamada fecaloma (solidificação das fezes) e não resistiu ao tratamento.


Roeders explica que o mercado negro dessas serpentes infelizmente é comum, e que a facilidade da criação de algumas espécies, como as cobras-do-milho (corn snakes), é o que motiva a busca de algumas pessoas pela aquisição.


– O mercado ilegal de répteis é bem comum, bem movimentado. Principalmente das corn snakes, que se reproduzem muito facilmente. São serpentes rústicas, que não precisam de aquecimento ou luz ultravioleta. É fácil de cuidar delas, de tratá-las, e elas se acostumam facilmente com o manejo e se tornam dóceis. Aí as pessoas se interessam – explica o médico veterinário da R3 Ambiental.


As 24 cobras estavam à venda no Facebook, o que facilitou a localização por parte da Polícia Militar Ambiental. Só neste ano, a R3 ambiental já recebeu 26 serpentes que seriam vendidas graças ao tráficos de animais, incluindo uma píton e uma cascavel. Vale lembrar que a venda de animais silvestres é crime previsto na lei 9.605/98, art.29, e tem como pena a detenção por seis meses a um ano e multa, podendo ser aumentada quando o animal for raro ou ameaçado de extinção.

FONTE: NSC

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