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Psicologia em Foco

Um mundo violento: quando tudo isso irá acabar

Confira o novo artigo da colunista Bruna Antunes no quadro Psicologia em Foco

Bruna Antunes

Bruna AntunesBruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.

15/03/2019 21h19Atualizado há 2 meses
Por: Bruna Antunes
Fonte: Oeste em Foco | Bruna Antunes
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Um mundo violento: quando tudo isso irá acabar 

Diante do ocorrido na manhã desta quarta feira, na escola em Suzano, no estado de São Paulo, as reflexões  indignações aparecem mais fortes e o conformismo de certa forma já existente em nossas sociedade, dá lugar a mais uma indignação nacional. Quão tamanha forma de maldade foi presenciada. Famílias hoje se entristecem, a grande parte da população se revolta e presta sua solidariedade aos familiares das vítimas. Chegamos ao ponto de, mais uma vez, parar e pensar: “chega, dar um basta... mas como?” Num mundo onde a violência impera, a sociedade pacífica e cheia de sonhos se esconde, se protege, não tem mais paz. Mas quando a violência não é vista a olhos nus? Ela é assim caracterizada? Certamente. Bullyng, xingamentos, maus tratos. Todos são formas de violência, mascaradas de formas diferentes.

As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência. Em alguns casos, patologias podem fazer com que a pessoa cometa atos com tamanhos requintes de crueldade.

A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores, que possa estar presentes, na minha opinião, na formação do caráter e personalidade do indivíduo. Concordem comigo ou não, caro leitor, chego novamente ao ponto de partida de qualquer atitude do ser humano: ele mesmo. Se a pessoa não consegue controlar-se, como poderá terá certeza de que em meio a alguma situação estressante, agirá de forma pacífica e pensada? Quem não olha televisão? Todos os dias há casos e mais casos de mortes, assassinatos. Quase todos com uma coisa em comum: impunidade. Como todos nós sabemos, continuam a ocorrer, no Brasil, graves violações dos direitos humanos. A despeito de algumas exceções notáveis, a impunidade ainda predomina para a maioria dos crimes contra os direitos humanos.

O incentivo a violência não é mais escondido. Basta observar- mos nossas crianças. Acesso liberado a filmes e jogos que tem como tema principal essa guerra. A criança está em processo de formação de sua personalidade. Por isso ela pode ser muito influenciável nesse sentido. Por fim, creio que se se formos chegara algum consenso sobre o por quê dessa demanda violenta se apresentar tão forte, poderíamos escrever milhares de motivos e situações causais, pois me parece que é um efeito de rede, uma coisa leva a outra. O ser humano não tem uma única personalidade definida, não podemos afirmar quem, quando ou como alguém agirá. Situações transformam as pessoas. Para o bem ou para o mal.

Bruna Antunes, psicóloga CRP 12/16964

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