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17/03/2019 às 01h46

Júnior Recalcati

São Miguel do Oeste / SC

Em SC, 87 comarcas ainda não têm atendimento da Defensoria Pública
Instituição afirma que precisaria de mais 238 defensores para poder dar conta de todas as regiões do estado.
Em SC, 87 comarcas ainda não têm atendimento da Defensoria Pública
Reprodução

A Defensoria Pública do Estado recebe média diária de cem pessoas buscando atendimento. Os motivos são variados, podendo ser pensão alimentícia, pedido de vaga em creche, medicamentos, internação hospitalar, divórcio, entre outros. Até 2017, 298 mil pessoas iam ao local buscar atendimento, mas no ano passado o número subiu para 364 mil, aumentando o tempo de espera.


"O número de defensores públicos que nós temos, por exemplo, aqui na capital é de 26. Ele é suficiente para atender a demanda. O que nós precisamos aprimorar é investir mais em tecnologia da informação, em sistemas, para que o atendimento fique mais rápido. O primeiro atendimento na triagem", disse a defensora-geral do estado, Ana Carolina Dihl Cavalin.


Alguns pedidos demoram mais, mas tem casos que já resposta de forma mais rápida. "Uma ação de saúde, por exemplo, em duas semanas ela é ajuizada. Vaga em creche também. Na área da família, em torno de um mês", disse a defensora-geral.


Além de Florianópolis, mais 23 municípios prestam atendimento com 115 defensoras e defensores nomeados. Os números mostram que boa parte da população não é assistida pelo serviço, colocando Santa Catarina em terceiro lugar no ranking dos estados dos que tem mais carências de atendimento no setor.


"O que seria suficiente para Santa Catarina? O total de 358 defensores públicos. Hoje nós temos 120 cargos criados. Então precisamos de 238 defensores públicos para atender as 87 comarcas que ainda não contam com a Defensoria Pública", afirmou Ana Carolina.


Novas vagas


A Defensoria Pública disse que está em negociação com o governo do estado para criar mais 238 vagas em mais 87 comarcas. Havia um projeto de lei tramitando na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que previa isso, mas com o fim da legislatura foi arquivado, assim como todos os outros. Agora, depende do pedido de deputados para voltar às comissões.

FONTE: G1

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