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São Miguel do Oeste

PDT faz coletiva de imprensa em manifesto ao caso do vereador Odemar

O presidente da sigla, Írton Edgar Lamb. informa que o partido está à disposição do correligionário e aguarda o prazo de dez dias para tomar providências. No momento não deve ocorrer indicação de possíveis suplentes para assumir a vaga na Câmara

21/03/2019 22h15
Por: Oeste em Foco
Fonte: Oeste em Foco
Inácio Rohden
Inácio Rohden

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) de São Miguel do Oeste realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (21) para se manifestar sobre o caso Odemar Marques.

O presidente do PDT, Írton Edgar Lamb, revela que o afastamento do vereador, representante da sigla, foi uma surpresa. Marques teve a suspensão do exercício do cargo público decretado pelo juiz de Direito, Márcio Luiz Cristófolli. Além disso, o Ministério Público entrou com pedido de Busca e Apreensão na residência do parlamentar que foi deferido pela Justiça e cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) na manhã de hoje.

Na decisão cautelar, o judiciário determina que Marques não tenha contato com a antiga assessora e seus familiares, alguns servidores da Câmara Municipal e a suspensão do exercício do cargo público de vereador sob alegação da “existência de justo receio de utilização do cargo para a prática de novas infrações penais”.

O vereador também está impedido de se aproximar da sede do Poder Legislativo e da sede do Poder Judiciário (Fórum da Comarca) fixando em 200 metros o limite de distância.

Em sua fala, o representante do PDT informa que o partido está à disposição do correligionário e aguarda o prazo de dez dias para tomar providências. No momento não deve ocorrer indicação de possíveis suplentes para assumir a vaga na Câmara. A expectativa é de que Odemar recorra da decisão e possa se defender das acusações.

Na oportunidade, Lamb destaca que as colocações são feitas em nome do partido. Na companhia do vice-presidente da sigla, Carlinhos Gerhardt, e do assessor jurídico, Jhyonnattann Ganzer, eles reconhecem que Odemar “estava um pouco afastado do partido”, “pois tinha pouca ligação com os dirigentes nos últimos tempos”.

O vereador é um dos investigados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pelo Poder Legislativo que aponta suposto uso indevido de assessores. Apesar da CPI, a suspensão do mandato teria sido motivada por ameaças feitas por Odemar.

Gerhardt chegou a comentar que o gênio forte de Marques não deve mudar, mas se for provada as acusações ele precisa ser punido. Apesar disso, no momento a sigla não pensa na hipótese de expulsá-lo do partido.

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