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Pensamentos e emoções: aprendendo mais um pouco

Confira o novo artigo da psicóloga e colunista do Oeste em Foco, Bruna Antunes

Bruna Antunes

Bruna AntunesBruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.

29/03/2019 12h30Atualizado há 4 meses
Por: Bruna Antunes
Fonte: Oeste em Foco

Nossa vida seria muito melhor se não precisássemos passar por nenhum estresse ou fracasso, não é? Será mesmo? A vida não vai melhorar se evitar-mos frustrações e irritações, mas sim quando aprendemos a lidar com essas situações, pois pode até parecer, mas ninguém é feliz o tempo todo, e momentos ruins são comuns a todos. O que se vê estampado nas redes sociais até pode fazer você pensar : “que vida boa fulano tem, queria eu estar no lugar dele..” Para que seu lado emocional se desenvolva bem e não traga maiores consequências negativas, é preciso se permitir sentir todas as emoções, sejam elas positivas ou negativas. Dias ruins fazem parte da vida. Se você está tendo emoções ruins significa que você está vivo e tem aí um gatilho para mudar a situação!!!!

Um exercício básico, que encontrei na internet traz o seguinte:  Não pense em um elefante rosa. Ok? Não pense em um elefante rosa.

Você não consegue mais se livrar da imagem do elefante, não é? Com as emoções é assim também. Elas são naturais, e tentar lutar contra elas seria uma constante frustração. Também não se deve ficar resignado diante elas, mas sim  trabalha-las e conhece-las, aceitar que TODO MUNDO pode ter sentimentos ruins, porém nem sempre visíveis.

  Nos processos de luto por exemplo, as pessoas costumam falar para o que está em sofrimento, “não chore, foi melhor assim..” ou ainda “Seja forte..” Não. Não é preciso e nem saudável engolir toda a dor. Bem pelo contrário. Chore o quanto puder, desabafe, só assim o sentimento ruim da dor pela perda pode ser colocado pra fora e conseguinte trabalhado e elaborado de forma adequada. Porém, não prolongue esse sofrimento mais do que o necessário e não transforme esse período em um estado permanente de autopiedade.

Um pouco de descanso mental

Por conta da rotina e problemas que ocorrem no trabalho, casa e em outros aspectos os dias podem ser cada vez mais cansativos, e os momentos de descanso mental estão sendo menos aproveitados do que deveria. Ou nem existem. A exaustão emocional ocorre quando a sobrecarga de esforço para nos manter-mos bem, ao nosso ponto e vista, extrapola nossas expectativas e ai qualquer coisa pode acontecer: surtos psicóticos,tentativas de suicídio, agressividade, auto mutilação, entre outrasatitudes passíveis de serem compreendidas como um verdadeiro DESABAFO. No âmbito do trabalho, quando se chega ao limite do intolerável, ocorre a síndrome de Bournout- traduzida como queimar para fora-, é quando o nível de stress chega a determinado ponto que a pessoa não quer mais ir ao trabalho, não pode mais ouvir e nem falar dele.

Dar tudo de si para as relações, para o trabalho, para os outros, pode acabar deixando a pessoa em segundo plano, como se tudo merecesse e precisasse estar bem, menos ela mesma, e como o recebimento não é na mesma intensidade, pode parecer que a pessoa é mais forte que outras e que pode aguentar tudo.

A pessoa que está com exaustão emocional, faz as coisas como se não fossem capazes de elaborar verdadeiramente, não sentem nenhuma alegria no que faz. Elaborando as atividades como se fosse algo obrigatório que se faz o tempo todo e mecanicamente, sem um objetivo final, sem metas. Corporalmente, aparecem dificuldades para dormir, lentidão de pensamento, lapsos de memória, cansaço físico, irritabilidade, ansiedade.

Algumas soluções para ajudar a manter um padrão bom de estabilidade, é construir atitudes diferentes diante das obrigações do dia a dia. Momentos de descanso devem ser obrigatórios. Sei que é complicado e que você irá dizer: “ah, mas tenho tantos afazeres hoje..” e eu lhe digo que, infelizmente esses afazeres não vão fugir, talvez não possam esperar para serem feitos depois?

Fundamental desenvolver uma atitude de compreensão e bondade com nós mesmos. Caso contrário o maior prejudicado será você.

“ Nada pesa tanto quanto o coração quando está cansado”- José de San Martín

 Bruna Antunes, psicóloga. CRP-12/16964

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