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SAÚDE EM FOCO
O perigo do uso abusivo de medicamentos
Tanto o excesso como a falta de medicamentos pode levar a morte.
Sandro Risso

Sandro RissoA coluna Saúde em Foco destaca assuntos relevantes com uma releitura dos principais acontecimentos, teorias e práticas da área. O objetivo é trazer informações que possam auxiliar os leitores no dia a dia, seja para tomar decisões ou simplesmente para aqueles que buscam subsídios em suas argumentações. O colunista, Sandro José Risso, preza pelo elo entre o leitor e o escritor a fim de agregar valores à manutenção e melhoria na saúde de seus seguidores.

01/04/2019 22h21Atualizado há 3 semanas
Por: Sandro Risso
Fonte: Sandro Risso
Foto:Tropical FM
Foto:Tropical FM

O consumo de medicamentos vendidos sem receita médica cresce constantemente. Em grande parte do país os medicamentos, em especial os anti-inflamatórios, são comercializados de maneira indiscriminada e ingeridos de forma abusiva. 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) o uso abusivo de medicamentos controlados, por exemplo, já supera o consumo somado de heroína, cocaína e ecstasy. A obrigatoriedade de receita médica para compra de determinados tipos de remédios parece não impedir que as substâncias sejam adquiridas. Isso se dá pelas mais diversas razões, desde o comércio no mercado paralelo, até as prescrições feitas de forma indiscriminada.

A dependência de medicamentos é grave e pode estar associada até mesmo ao desenvolvimento do mal de Alzheimer. A partir dos 60 anos, o organismo vai perdendo a capacidade de defesa e se torna mais sensível. Por conta disso, o uso indiscriminado, bem como a mistura de medicamentos pode trazer sérios problemas como: hemorragias, lesão aguda da mucosa gástrica, úlceras e função hepática prejudicada. Fica evidente a necessidade de conscientização para o uso racional. Mas não estou falando somente da automedicação, quando os medicamentos são adquiridos sem receita médica.  O assunto desta semana é a prescrição indiscriminada de medicamentos, por parte de quem deveria ser responsável pela prescrição e consequentemente pelo seu uso de forma racional, ou seja, o médico prescritor.  Claro que cabe a todos os profissionais envolvidos no cuidado com o paciente, o devido cuidado e conhecimento, em qualquer fase, desde a prescrição, dispensação, até a administração de medicamentos. 

No caso do médico prescritor, cabe ao profissional não só a prescrição, mas também a obrigação de conhecer, tanto os benefícios como os malefícios dos medicamentos que prescreve e as possíveis interações medicamentosas, na permanente busca pelo uso racional. 

O principal cuidado deve ser com pacientes polimedicados. Mesmo havendo a necessidade do tratamento com vários medicamentos, em virtude das patologias associadas, é necessário o devido discernimento para escolha do melhor momento e horário para a administração ou ingestão de cada medicamento. Esse cuidado culmina com um tratamento mais efetivo e principalmente resolutivo para o paciente. 

Tanto o excesso como a falta de medicamentos pode levar a morte. É preciso ser prudente. Tome medicamento somente em caso de real necessidade. 

 

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