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Coluna Bruna Antunes
Trabalho: uma parte da gente
Confira a coluna da psicóloga, Bruna Antunes, desta semana
Bruna Antunes

Bruna AntunesBruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.

12/04/2019 14h19Atualizado há 2 semanas
Por: Bruna Antunes
Fonte: Oeste em Foco
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A satisfação no trabalho, constitui parte fundamental do ser humano. Quando se trabalha com satisfação tudo fica mais fácil, levantar todo dia e ter que ir para o trabalho não se torna um fardo, um peso. Nem sempre é possível estar fazendo o que se gosta, infelizmente temos que passar por escolhas que de certa forma nos obrigam a estar em lugares que não queremos, quase sempre a questão financeira prevalece sobre a satisfação, outras as oportunidades não estão ali no momento. Em outras as condições podem não permitir que se faça uma mudança radical na vida. Mas ainda temos as pessoas que não tem medo de largar tudo e buscar a felicidade no trabalho, na profissão. Lembrando que nada é eterno, se você não quiser.

Grande maioria dos brasileiros passa dois terços da sua vida. Fazer desse local um bom ambiente para se viver se torna fundamental na medida que é ali que acontecem grande parte das coisas que “levamos pra casa”, da conquista de amizades, do nosso círculo social, dos conhecimentos adquiridos.

Requer habilidade e desenvoltura, conciliar tudo, principalmente para as pessoas que saem do trabalho e tem uma nova rotina doméstica. Que carga pesada é ter fazer o que não se gosta, o que não te faz bem. Adoece a mente e o corpo. Adoece quem está em volta.

Existe uma visão trabalho como ruim, negativa. Existem pessoas que, quando estão se preparando para trabalhar, e alguém pergunta “Onde você vai?”, responde logo: “Para o sacrifício, para a tortura”. Outros dizem: “Lá vou eu pagar os pecados”. Quando não se tem uma ocupação a reclamação vem do mesmo jeito. O fato é: Estou onde eu queria estar? Eu nasci pra isso? Pessoas tóxicas no trabalho podem sim fazer a gente mudar de ideia, infelizmente elas podem ter uma grande influência nas nossas decisões, já vi pessoas desistindo de seus trabalhos por terem chefes maldosos e arrogantes, que só ajudavam a tornar mais pesado o fardo.

Óbvio que não justifica você ter que passar o resto da vida numa infeliz condição relacionada ao seu trabalho, a sua profissão. Mas não é simples, não é fácil. Algumas pessoas podem não ter a garra que você tem, as chances que te apareceram, as condições que fizeram você conseguir. Lembre-se: você não está calçando os sapatos do outro!!!! Não julgue: ajude, dê ânimo e coragem a alguém que esteja precisando, seja para se libertar de alguma situação aprisionadora no trabalho, seja para se tornar mais independente. E não esqueça, o universo conspira sim a favor de um pensamento positivo e determinado, focado em seus sonhos.

Bruna Antunes, psicóloga CRP-12/16964

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