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Pancada de chuva

São Miguel do Oeste - SC

Oeste Catarinense Preocupante!

Prefeitos da região solicitam “ações rápidas e urgentes” do Governo de SC para minimizar prejuízos da estiagem

Também foi solicitada a manutenção e ampliação de créditos para construção de cisternas, visando a captação da água da chuva, seja para o consumo animal ou para irrigação

07/01/2022 às 16h32 Atualizada em 08/01/2022 às 12h47
Por: Júnior Recalcati Fonte: Oeste em Foco | Agência Polo
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Divulgação
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Os prefeitos dos municípios que compõe a Associação dos Municípios do Extremo-Oeste de Santa Catarina (AMEOSC) mantiveram uma reunião virtual com o Governo de SC nesta quinta-feira (06), momento em que discutiram sobre a difícil situação e prejuízos ocasionados pela estiagem no Extremo-Oeste. Participaram dos debates prefeitos, secretários de agricultura e demais lideranças, além do Secretário de Estado da Agricultura, Altair Silva, representantes da Defesa Civil, Epagri, Ciram, ente outros. Além da reunião, um ofício endereçado ao Executivo Estadual reforçou o pedido de auxílio através de equipamentos, recursos financeiros aos municípios e produtores rurais em situação de emergência decorrente da falta de chuva. 

O quadro de chuvas abaixo da média se arrasta desde o mês de abril de 2019, chegando a 1.662mm de chuva a menos em relação à média histórica da região. Somente no mês de dezembro de 2021, houve uma diminuição de mais de 150 milímetros de chuva em relação à média histórica dos anos anteriores. As previsões pluviométricas para os próximos três meses seguem de diminuição considerável dos índices pluviométricos e esgotamento dos recursos hídricos nos solos de nossa região. 

Os prejuízos na produção agropecuária são incalculáveis. Na cultura de milho safra, as perdas superam os 40%; na cultura da soja, as perdas são de mais de 24% e na produção de leite, houve uma queda de produção de mais de 21%. Além da falta de água para o consumo dos animais, a falta de alimentos é eminente. Além de não germinar, as pastagens estão secando e as reservas de alimento - como as silagens de milho, fenos e pré-secados - estão comprometidas e serão insuficientes para a alimentação dos animais nas propriedades.  

Na região, conforme dados da Associação, são mais de 12 mil famílias que trabalham e vivem no campo, produzindo alimentos e contribuindo com o desenvolvimento do estado. Somente na produção de leite, a região da Ameosc produz o equivalente a 22% da produção total do Estado. Tendo em vista a importância da atividade para a economia do estado e sustento das famílias rurais, o documento solicitou o apoio do governo estadual às famílias que vem sofrendo com as perdas de produção agropecuária, além de auxílio na obtenção de água potável para o consumo humano e para os animais, especialmente na produção de suínos, aves e de gado de leite.   

“Devido à gravidade momentânea da estiagem, solicitamos auxílio emergencial na destinação de recursos financeiros para a realização do transporte de água bruta e potável, para contratação de máquinas e equipamentos para abertura de bebedouros e demais reservatórios de água, aquisição de caixas para armazenamento de água, aquisição de  kit de bombeamento de água dos reservatórios ou Rios para os pontos de necessidades de água, seja para propriedades rurais ou ao consumo humano, crédito de emergência de R$ 50 mil com juros subsidiados e prazo de 10 (dez) anos pra pagar com rebate de 20% do crédito para quem efetuar os pagamentos no prazo estabelecido em contrato; subsídio no pagamento do troca-troca de sementes de milho; repactuação das dívidas dos produtores rurais do programa do Pronaf para custeio e investimentos”, diz um trecho do documento. 

Para os prefeitos, é necessário planejar e fomentar ações estruturantes para amenizar as dificuldades no enfrentamento das estiagens que atingem nossa região constantemente. Entre elas, o incentivo às técnicas de maior preservação do solo, destacando as coberturas de solo, curvas de nível para reter a água no solo, entre outras. Os gestores também destacaram a necessidade de proteger as fontes de águas superficiais com o plantio de árvores, seja para ampliação das matas ciliares ou para proteção das nascentes.  

No ofício, também foi solicitado ao governo de SC a manutenção e ampliação de créditos para construção de cisternas, visando a captação da água da chuva, seja para o consumo animal ou para irrigação. Também foi destacada a necessidade de ampliação de recursos para perfuração de poços artesianos e instalação de redes de canalização de água nas propriedades ou comunidades rurais.

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