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Trombofilia: mulher enfrenta 241 agulhadas e realiza sonho de se tornar mãe

Na gravidez, a trombofilia representa sério risco de abortos repetitivos e riscos acentuados de problemas no desenvolvimento do bebê e até mesmo, de morte materna durante e no pós-parto.

23/01/2022 às 19h15
Por: Geise Cabral Fonte: Lance notícias
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Reprodução | Lance Notícias
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A Trombofilia é uma condição de hipercoagulabilidade sanguínea. É como se o sangue se tornasse mais espesso, mais grosso. Na gravidez, a trombofilia representa sério risco de abortos repetitivos e riscos acentuados de problemas no desenvolvimento do bebê e até mesmo, de morte materna durante e no pós-parto. Infelizmente, muitas mulheres tem a doença e não sabem. É o caso da entrevistada, Letícia Mick Fumagalli.

Em 2020 ela descobriu que estava grávida. O momento foi de muita emoção e alegria para ela e o marido. No entanto, já nas primeiras semanas começou a não se sentir bem.

 Em julho de 2020 descobri a primeira gravidez, não foi planejada, mas quando eu e meu marido vimos o positivo do teste, ficamos muito felizes, porém ao longo das primeiras semanas de gestação, tive alguns picos de pressão alta que logo normalizaram, fizemos ultrassom, ouvimos o coração da bebê (sabemos que era uma menina pois realizamos o teste de sexagem fetal), mas chegando para o ultrassom de translucência nucal descobrimos que não havia mais batimentos e eu havia tido um abordo retido. Não tem como não lembrar desse dia! Dia que meu coração parou com aquele bendito ultrassom de rotina. A partir daí, iniciamos uma série de investigações para saber o motivo da perda, em um dos exames descobrimos a trombofilia hereditária – conta Letícia.

Com o diagnóstico em mãos, o casal fez o tratamento. Em abril de 2021 veio a boa notícia: ela estava grávida. Começava uma luta para manter mãe e bebê bem. No mundo da maternidade, chama-se bebê arco-íris o filho que nasceu após uma perda. Ele simboliza o sol após a tempestade.

Descobrimos a segunda gravidez em abril de 2021, após sete meses da perca da nossa Antonella que mesmo tendo ficado em meu ventre somente 11 semanas, nos mostrou um amor infinito e insubstituível, porém sabemos que após a tempestade sempre vem o arco-íris e assim  um misto de medo, insegurança, alegria e  muita fé tomou conta de nós depois de descobrirmos que nosso (a) bebê arco íris vinha por aí, mas nos lembramos que Deus nos capacita para tudo e assim entregamos tudo nas mãos d’Ele – relembra.

Para manter a gravidez, foram necessárias 241 picadas e muito repouso. Foi um período difícil, mas compensador. No dia 05 de janeiro deste ano veio ao mundo a pequena Luiza.

Com o diagnóstico de trombofilia após o aborto retido, iniciamos o tratamento e cada dia, cada semana, cada mês sabíamos que seria uma vitória. E em 05 de janeiro de 2022, após 241 picadinhas e muito repouso, chegou nosso arco íris, nossa Luiza que não tem esse nome à toa, Luiza significa guerreira, e é o que ela foi, por vencer junto comigo a trombofilia – finaliza a mãe.

Mãe e filha estão em casa, bem, saudáveis, curtindo cada momento juntas.

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