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Coluna Bruna Antunes

Reflexão: uma história de perdas e superações

Confira a coluna da psicóloga, Bruna Antunes, desta semana

Bruna Antunes

Bruna AntunesBruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.

25/06/2019 10h48Atualizado há 3 semanas
Por: Bruna Antunes
Fonte: Oeste em Foco
Oeste em Foco
Oeste em Foco

Um velho monge e seu discípulo costumavam visitar pessoas que viviam em lugares afastados da cidade. Numa destas visitas, já anoitecendo, avistaram um sítio. Como precisavam pernoitar encaminharam-se até a casa e pediram abrigo para descansarem aquela noite. Tudo ali era muito simples. Lá viviam um casal e três filhos. Todos da família tinham aparência modesta e pouco saudável. Embora a situação fosse precária, eles abrigaram os visitantes. Na hora do jantar foi servido um mingau de leite com farinha. O Monge perguntou:

– Não vimos por aqui sinais de comércio nem plantações, como vocês custeiam o sustento da família?

Foi o Pai quem respondeu:

– Ah, nós contamos com a ajuda de uma vaquinha. Ela nos oferece diariamente litros de leite. Além de vendermos alguns litros também trocamos alguns, lá na cidade, por mantimentos e outras coisas que necessitamos. Também fazemos queijo, coalhada e vendemos. Assim vamos vivendo! Aqui ninguém sabe plantar e além do mais, acreditamos que esta terra não é boa mesmo, tudo aqui é muito difícil! Ai de nós se alguma coisa acontecer com nossa vaquinha!

Ao amanhecer os visitantes receberam, cada qual, um copo de leite quente. Agradeceram por terem sido abrigados e partiram. Quando saiam do local, o mestre pediu que o discípulo jogasse a vaquinha precipício abaixo. O aprendiz, perplexo e chocado com a atitude desumana do mestre, indagou:

– Como posso dar fim na única fonte de renda dessa família?

Resistiu um pouco, mas cumpriu o pedido do mestre. Depois de alguns anos, o discípulo estava viajando sozinho pela mesma região. Lembrou-se da família que dera hospedagem a ele tempo atrás, decidiu encaminhar-se ao sítio para ver como as coisas estavam. Assim que chegou ao local, ficou surpreso, porque o lugar não guardava nenhuma semelhança com o sítio que conhecera anos atrás. Nem os habitantes pareciam os mesmos! Quando a família se aproximou ele pôde constatar que era a mesma família, mas estavam bem diferentes, as crianças agora já praticamente adolescentes, estavam coradas, saudáveis, bonitas. Os pais irradiavam felicidade. Tudo mudou para melhor, havia horta, frutas, galinhas e outros animais passeavam pelo sítio. O visitante não acreditando no que via perguntou:

– Como vocês progrediram tanto?

Com muita alegria e satisfação eles responderam:

– Quando vocês pediram abrigo aqui, nossa situação não era lá muito boa, e piorou muito quando nossa única fonte de renda, que era nossa vaquinha, morreu. Uma tragédia, logo depois que vocês foram embora, encontramos a vaquinha morta lá embaixo no precipício. Ficamos desesperados e daí em diante, precisamos fazer outras coisas, ganhar dinheiro de outra forma. Acabamos descobrindo que nossa terra era boa, os legumes e frutas cresciam em abundância e aos poucos fomos gostando de plantar. Hoje como você mesmo pode ver, é essa beleza! E tudo isso aconteceu graças à perda da nossa vaquinha. (Texto retirado da internet)

Esta história nos ajuda a refletir sobre os aspectos de nossa vida que não estão como gostaríamos que estivessem. A vida sempre envia sinais quando algo não vai bem. Algumas vezes não os percebemos. Eles podem aparecer de diversas maneiras, como um sentimento ou uma sensação diferente do que estamos acostumados, uma percepção de que algo está errado. Isso acontece para todos, mas a reflexão em momentos difíceis é que vão fazer a diferença. Não significa que devemos abrir mão de tudo que temos, jogar tudo para o alto, o que podemos perceber é a mudança que podemos fazer, sair da nossa “zona de conforto”, arriscar.

A vida, com sua infinita sabedoria, “joga nossa vaquinha no precipício”, e aí não tem jeito, bate aquele desespero, a revolta, a sensação de fracasso, de derrota, ou a pior de todas elas, a  desesperança, claro que se estivermos no mínimo preparados e sabermos usar da perda para o crescimento, resultados inesperados podem acontecer.

Assumimos vários papéis no dia a dia, somos filhos, irmãos, pais, avós, tios, estudantes, professores, namorados, companheiros, patrões, empregados, somos cidadãos, amigos, colegas, vizinhos. Não importa o papel que desempenhamos, nossa forma de nos portar no mundo é única e por isso somos indivíduos, cada um com sua própria Luz!  

Talvez, você consiga se enxergar com os olhos da alma! Busque não se criticar, mesmo que tenha habilidades que o mundo lhe diz ser um “defeito”. Nós não somos máquinas para apresentar defeitos! Simplesmente somos diferentes uns dos outros, encaramos os desafios de forma diferente e reagimos cada um ao próprio ritmo, com as ferramentas internas que possuímos. ( Texto adaptado da internet)

Bruna Antunes, Psicóloga, CRP-12/16964

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