Campanha Investimentos Prefeitura SMO
Fraude!

PF desencadeia Operação Lagostino para desarticular esquema de contrabando de camarão e vinhos na região

Diligências estão sendo executadas em Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Itajaí, Penha e Palhoça, em Santa Catarina, além das cidades paranaenses de Barracão e Francisco Beltrão

09/07/2019 08h57
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Oeste em Foco

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, Força Nacional e o Ministério da Agricultura desencadeou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Lagostino na região de fronteira Oeste.

De acordo com a PF, a ação cumpre 22 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal em Chapecó a fim de desarticular diversos grupos que atuam na fronteira com a Argentina contrabando camarão congelado e descaminhando vinhos.

Também estão sendo cumpridas medidas de sequestro de 19 veículos e cinco imóveis, com o objetivo de ressarcir os prejuízos que os investigados causaram à União. 

As diligências estão sendo executadas em Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Itajaí, Penha e Palhoça, em Santa Catarina, além das cidades paranaenses de Barracão e Francisco Beltrão.

Conforme a Polícia Federal, os trabalhos ocorrem nas residências dos investigados e em depósitos que eles utilizavam, além de uma empresa de pescados em Palhoça e outra em Penha. 

Durante as investigações, foram apreendidos 20 veículos utilizados para o transporte de camarão, entre carreta, caminhões, van e automóveis, totalizando aproximadamente R$ 600 mil. Também foram apreendidas aproximadamente 20 toneladas de camarão que, pelos preços praticados na fronteira, valiam cerca de R$ 800 mil.

Segundo a PF, o investigado que negociava vinhos argentinos, despachando as mercadorias via Correios e transportadoras, recebeu em suas contas, num período de 18 meses, R$ 1,25 milhões. Dele estão sendo sequestrados um imóvel e cinco veículos, inclusive alguns de coleção.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de contrabando, descaminho, falsidade ideológica, em razão de inserção de dados falsos em notas fiscais usadas para “esquentar” as cargas, uso de documentos falsos, pelo uso de notas fiscais “frias”, associação criminosa e de favorecimento real, por servir como “olheiro” ou “batedor” de criminosos.

A PF não divulgou nomes.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários