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CPI pede arquivamento de denúncia contra vereadores em São Miguel do Oeste

Principais denúncias envolvem os vereadores Carlos Grassi e Odemar Marques. CPI levantou suposto uso de assessora em serviços particulares na casa de Odemar e que Grassi empregava a assessora em sua empresa de confecções

24/08/2019 13h53Atualizado há 4 semanas
Por: Júnior Recalcati
Fonte: Oeste em Foco | Portal Peperi
Tiarajú Goldschmitd | Câmara de Vereadores
Tiarajú Goldschmitd | Câmara de Vereadores

A CPI que apurou o suposto uso indevido de assessores de vereadores pediu o arquivamento das denúncias. O relatório da comissão apontou que não foram encontrados elementos suficientes para a abertura de um processo de cassação contra Odemar Marques (PDT), e Carlos Grassi (PP). As principais denúncias levantadas pela ouvidoria da câmara no final do ano passado indicavam que Marques usava a assessora parlamentar em serviços particulares na casa dele e que Grassi empregava a assessora em sua empresa de confecções. Os fatos não foram comprovados na CPI e a conclusão foi pelo arquivamento da denúncia.

O vereador do PDT na comissão, Vanirto Conrad, não concordou com a posição e emitiu um parecer separado. O pedetista pediu a abertura do processo de cassação contra os vereadores denunciados.

O presidente da CPI, Vagner Passos, afirmou em entrevista para a Rádio Peperi que faltam provas robustas para a abertura de um processo de cassação dos vereadores. Ele disse que a CPI ouviu mais de 30 pessoas e que os depoimentos não confirmaram nenhum tipo de irregularidade na relação dos vereadores com os assessores. Passos afirmou que o trabalho da comissão foi imparcial, sem nenhum tipo de proteção ou favorecimento para os vereadores investigados.

O relatório final da CPI foi entregue na noite de quinta-feira (22) para o presidente do legislativo, Everaldo Di Berti. O documento foi encaminhado para a assessoria jurídica da casa, que deve emitir um parecer dentro de 15 dias. Depois disso, o relatório da CPI dos assessores será apreciado e votado pelos vereadores. Além de ser objeto da CPI, a denúncia de irregularidades envolvendo os assessores dos vereadores também foi investigada pelo Ministério Público e resultou em uma Ação Civil Pública contra Odemar Marques e Carlos Grassi. O processo está tramitando e ainda não foi apreciado pelo Poder Judiciário.

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