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Correios: sindicato de SC decide se adere à greve em assembleia nesta terça-feira

Paralisação total pode começar a partir das 22h do dia 10, logo após votação feita pela categoria

10/09/2019 07h23Atualizado há 5 dias
Por: Júnior Recalcati
Fonte: NSC
André Ávila | Agência RBS
André Ávila | Agência RBS

Seis dias após encerrada mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre os servidores dos Correios e a estatal, os funcionários se reúnem em assembleia para decidir se entram em greve ou continuam trabalhando, mesmo sem acordo coletivo. A votação ocorre a partir das 19h30 desta terça-feira (10), em todo o país.

A data foi estipulada pelos 36 sindicatos distribuídos em território nacional, conforme o calendário que a empresa teria para apresentar uma contraproposta, caso as negociações que incluíam, entre outros itens, reajustes salariais e melhorias para os trabalhadores, não tivessem sido interrompidas.

Segundo o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect), José Maria Pego, se os servidores catarinenses deliberarem pela greve, ela inicia às 22h desta terça.

— A reivindicação é para que seja mantido o acordo coletivo anterior, com as 45 cláusulas sociais que a empresa quer retirar, além de nos garantir a reposição da inflação do período, na íntegra. Se a empresa vier com acordo neste sentido, aceitamos. Se não, o apontamento é de greve — explica Pego.

A categoria tentou negociar com a estatal pelas vias judiciais durante 60 dias. A negociação foi extinta, entretanto, porque a empresa resolveu não prorrogar o acordo coletivo que estava vigente desde 2018. Como a empresa tem abrangência nacional, as negociações entre o sindicato e a estatal eram conduzidas pelas duas federações que representam os trabalhadores.

No Estado, são aproximadamente 400 unidades dos Correios, entre agências, centros de distribuições, núcleos administrativos e grupos de entregas. A greve deve abranger todos os trabalhadores, ainda segundo o sindicato.

— A luta é da categoria. Se decidido pela greve, todos devem parar — conclui Pego.

A posição dos Correios

Em nota enviada pelos Correios, a estatal afirmou que é uma empresa sustentável e que conta com a colaboração dos trabalhadores:

"O principal compromisso da direção dos Correios neste momento é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a empresa conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da estatal e no atendimento à população. Em todo o país, as agências estão funcionando regularmente, bem como a entrega de cartas e encomendas".

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