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Investigações apontam que empresas combinavam preços para vencer licitações em SC

Sete empresas investigadas pertencem a um mesmo grupo familiar e atuam na venda de artefatos de cimento para a construção civil

10/09/2019 12h16
Por: Júnior Recalcati
Fonte: NSC
Deic
Deic

As investigações da Operação Argamassa, deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Decor/Deic), apontam para um suposto esquema de combinação de preços para vencer licitações. A apuração listou 23 processos licitatórios, em seis cidades no Estado, em que o grupo teria agido dessa forma.

— Basicamente (o esquema era de) combinação de licitações, empresas feitas para isso, ou usadas para isso, com várias pessoas da mesma família, para combinar os preços — diz o delegado Luis Felipe Fuentes, diretor da Deic. 

As sete empresas investigadas pertencem ao mesmo grupo familiar e atuam na venda de artefatos de cimento para a construção civil. A polícia suspeita que a combinação de preços tenha servido para superfaturar as licitações, causando prejuízo aos cofres públicos.

As licitações sob suspeita ocorreram entre 2007 e 2018, nas cidades de Balneário Camboriú, Camboriú, Tijucas, Porto Belo, Bombinhas e Biguaçu. 

Buscas na prefeitura

Dos seis mandados de prisão temporária expedidos na manhã desta segunda-feira, cinco foram cumpridos. Todos os detidos são empresários, que foram encaminhados à sede da Deic, em São  José, onde permanecerão detidos – prisões temporárias têm prazo máximo de cinco dias. Os crimes investigados incluem associação criminosa e fraude à licitação.  

A polícia cumpriu 22 mandados de busca, em que foram apreendidos documentos, notas fiscais, contratos, recibos e telefones celulares. Algumas prefeituras também foram alvo de mandados de busca. Em Balneário Camboriú foram recolhidos materiais que se referem a processos licitatórios entre 2009 e 2015.

O próximo passo será a análise do material. O delegado explica que, em operações como essa, o trabalho maior vem após o cumprimento dos mandados de busca, para análise da documentação em busca de indícios de fraudes.

A polícia ainda investiga se houve participação de agentes públicos nos supostos esquemas. 

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