Facig 2019
Coluna Bruna Antunes

Setembro Amarelo: Mês de atenção ao suicídio

Confira a coluna da psicóloga, Bruna Antunes, desta semana

Bruna Antunes

Bruna AntunesBruna Antunes, natural de Descanso, tem 32 anos, é Bacharel em Psicologia pela UNOESC de São Miguel do Oeste e graduada em Administração de Pessoas pela Uniasselvi, e atua como psicóloga do CRAS de São João do Oeste. A coluna objetiva abordar temas relacionados à psicologia de forma clara a fim de agregar conhecimentos e facilitar a interpretação dos leitores. Além disso, Bruna destaca reflexões sobre a importância e os cuidados necessários com a saúde mental.

13/09/2019 09h41Atualizado há 2 dias
Por: Bruna Antunes
Fonte: Oeste em Foco
Oeste em Foco
Oeste em Foco

Desde 2015, o Brasil acolhe o movimento “Setembro Amarelo”, que surgiu com o objetivo de dar visibilidade à temática do suicídio. Como o suicídio é um ato evitável, a abertura ao diálogo e a compreensão das razões que levam alguém a tirar a própria vida podem reverter esse quadro. 

O suicídio é um fenômeno complexo que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.

A probabilidade de uma pessoa cometer suicídio varia numa linha, que contempla o pensamento acerca da possibilidade de cometer o suicídio, até o suicídio consumado. 

O suicídio é DESEJO DE UMA PESSOA EM ESCAPAR OU TERMINAR COM O SEU SOFRIMENTO  E NÃO COM A VIDA e, por outro lado, o seu desejo em comunicar o seu sofrimento aos outros – é um pedido de ajuda. Cada pessoa tem os seus próprios motivos, particulares, profundos e extremamente dolorosos que a levam a pensar desistir de viver. Mudanças repentina nas suas circunstâncias de vida, tais como dificuldades financeiras, desemprego ou perda de status socioeconômico, mudanças no contexto familiar ou relacional (divórcio, fim de uma relação, morte de um familiar) ou ainda a sensação de isolamento, solidão e a ausência de horizontes ou projetos futuros podem constituir fatores relevantes. Doenças mentais são também fatores de risco.

Falar sobre suicídio não desperta o desejo. As vezes o que a pessoa quer é que seu problema seja visto, é um pedido de socorro. É preciso entender sem julgar, pois muita gente está sozinha e não sabe como agir, não sente confiança em pedir ajuda. A primeira medida preventiva é  perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar preconceitos e partilhar informações. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas contribuem para tirar o assunto da invisibilidade e, assim, mudar essa realidade. 

Hoje, 32 brasileiros se suicidam diariamente. No mundo, ocorre uma morte a cada 40 segundos. Aproximadamente 1 milhão de pessoas se matam a cada ano. (Dados CVV). Sabe-se que os números são muito maiores, pois  as vezes um acidente disfarça o suicídio. É NECESSÁRIO FICAR ATENTO NAS FRASES DE ALERTA “ eu sou um peso para os outros”, “eu não sirvo pra nada”, “eu não aguento mais”, vocês vão ser mais felizes sem mim”, “eu sou um fracasso”, são frases de alerta que não podem deixar de serem percebidas. E lembre-se:o momento de falar e de prevenir é o ano todo! Acolha, ouça, ofereça suporte, assim você pode estar ajudando a salvar uma vida!

Onde buscar ajuda?

 CAPS e Unidades Básicas de Saúde (saúde da família, postos e centros de saúde)

 UPA 24h

 Samu 192

 Hospitais

 Pronto-socorro

CVV - Centro de Valorização da Vida (apoio emocional e prevenção do suicídio)

 188 (ligação gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular)

 www.cvv.org.br (Chat, Skype ou e-mail)

Se você está pensando em tirar sua própria vida ou conhece alguém que esteja tendo tais pensamentos, saiba que você não está sozinho. Muitas pessoas já passaram por isso e encontraram uma forma de superar esse sofrimento. 

Dados bibliográficos: internet, site do CVV.

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