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Movimento!

Funcionários da Celesc paralisam atividades nesta terça-feira em Santa Catarina

São Miguel do Oeste também aderiu ao movimento. Atendimento presencial foi suspenso durante todo o dia e apenas serviços emergenciais foram realizados

17/09/2019 19h59Atualizado há 4 semanas
Por: Júnior Recalcati
Fonte: NSC
Divulgação
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Funcionários da Celesc paralisaram as atividades nesta terça-feira (17) em Santa Catarina. O atendimento presencial nas unidades foi suspenso durante todo o dia, e apenas os serviços emergenciais foram realizados. A Celesc afirma que os canais de comunicação oficial, como o 0800 e o aplicativo, estão funcionando normalmente. 

Uma reunião entre a Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel) e Celesc discutiu questões salariais, como a data-base, e outros direitos trabalhistas da categoria. A última rodada de negociação teve início durante a manhã. 

Os trabalhadores afirmam que a paralisação é motivada por "ataques ao Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados" que estariam sido feitos pela diretoria da Celesc.

Sindicato reivindica direitos trabalhistas e critica privatização

A Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel), que representa a categoria, havia anunciado a paralisação em uma carta aberta aos catarinenses divulgada segunda-feira, dia anterior à paralisação.

"Nesta terça-feira, a categoria parou em protesto à visão desta diretoria, que privilegia o lucro acima de tudo, que privilegia o retorno rápido em detrimento de condições dignas de trabalho, remuneração e vida e que refletem no atendimento de qualidade ao povo catarinense", afirmou.

O Intercel também critica uma possível tentativa de privatização do serviço no Estado. "No setor elétrico, a privatização é sinônimo de tarifas mais altas e serviços precarizados para o povo. Para os trabalhadores resta a lógica de exploração e morte por atentados contra a saúde e segurança", diz.

Celesc considera paralisação "inoportuna"

Em nota, a Celesc classificou a paralisação dos funcionários como "inoportuna", pois havia se comprometido a apresentar novas propostas às cláusulas em discussão na reunião desta terça, segundo a companhia. Confira a nota na íntegra:

A diretoria da Celesc informa que desde o início das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2019-2020, tem se pautado em levar ao empregado INFORMAÇÃO clara, objetiva e responsável a respeito d os argumentos que subsidiam a proposta que vem sendo apresentada aos Sindicatos representantes.  

O processo negocial envolve diversas fases e é construído rodada a rodada, até que se chegue à proposta final e, por este motivo, considera inoportuna a paralisação prevista para hoje (17/09) tendo em vista, inclusive, que já reafirmou, aos sindicatos, o compromisso de apresentar, na reunião desta terça-feira, 17, novas propostas para as cláusulas ainda em discussão.

Confira a nota na íntegra

"A Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel) comunica à população catarinense que diante da intransigência e de ataques da diretoria da Celesc contra os direitos dos trabalhadores, a categoria paralisará as atividades nesta terça-feira, dia 17.

Propondo a retirada de direitos e o ataque ao Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados, a diretoria da Celesc põe em risco o bom serviço prestado à população catarinense. As entidades sindicais têm, ao longo dos anos, contribuído com a gestão da empresa, primando pelo papel social da maior estatal catarinense e pela valorização dos trabalhadores. O trabalho em conjunto entre sindicato e trabalhadores levou os próprios consumidores a elegerem a Celesc sucessivas vezes como uma das melhores distribuidoras de energia do Brasil e da América Latina.

Nesta terça-feira, a categoria para em protesto à visão desta diretoria, que privilegia o lucro acima de tudo, que privilegia o retorno rápido em detrimento de condições dignas de trabalho, remuneração e vida e que refletem no atendimento de qualidade ao povo catarinense. Ao atentar contra direitos dos trabalhadores, a empresa caminha para uma visão privatista que trará péssimas consequências à população. No setor elétrico, a privatização é sinônimo de tarifas mais altas e serviços precarizados para o povo. Para os trabalhadores resta a lógica de exploração e morte por atentados contra a saúde e segurança.

A postura da administração da empresa de total desrespeito com a história dos trabalhadores e com suas representações não deixa alternativa senão a mobilização. É preciso que o Governo do Estado intervenha junto à diretoria, tomando a responsabilidade de conduzir o processo negocial com o respeito e seriedade que até o momento a diretoria não demonstrou.

Os trabalhadores permanecerão em alerta, mobilizados para defender o patrimônio público catarinense. Compreendemos os transtornos que o movimento pode causar, mas pedimos aos catarinenses apoio nesta luta. Somente com trabalhadores valorizados que a Celesc pode continuar pública, atendendo nosso Estado e gerando desenvolvimento social e econômico para os catarinenses.

Mario Valeriano Dias 

Coordenação da Intercel”

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