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Saúde Preocupante!

Cerca de 1,1 mil pessoas vivem com HIV em Chapecó

Do ano passado para cá, houve aumento de 13,4% no número de casos

02/12/2019 12h02
Por: Júnior Recalcati Fonte: Diário do Iguaçu
Diário do Iguaçu
Diário do Iguaçu

Em 1984, quando o diagnóstico ainda representava uma sentença de morte, o primeiro caso de HIV registrado em Santa Catarina foi detectado em Chapecó. De lá para cá, muita coisa mudou. Apesar da doença não ter cura, hoje é possível viver bem com HIV. Além disso, cada vez mais as pessoas estão cientes de que o vírus pode atingir todas as pessoas, independentemente da classe social, idade, cor, gênero, aparência ou orientação sexual. 

Atualmente, cerca de 37,9 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com HIV. Desde o início da epidemia, em 1981, em torno de 74,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus, e 32 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à Aids. Isso é o que apontam os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). 

Em 2018, 954 pessoas viviam com HIV em Chapecó e região. Em um ano, o número cresceu para 1,1 mil, o que representa um aumento de 13,4% nos casos. Os dados fazem de Chapecó integrante da Cooperação Interfederativa, formada pelos 12 municípios com maior taxa de detecção do HIV em Santa Catarina. 

Segundo a coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado de Chapecó (SAE), Vanize Putzel, o aumento não significa, necessariamente, que mais pessoas tenham sido contagiadas com o vírus, mas sim que mais pessoas foram submetidas ao teste e descobriram o HIV. “Faz cerca de dois anos que nós estamos intensificando o acesso à testagem”, afirma. 

Ela também salienta a importância do diagnóstico precoce. “Quanto antes a pessoa descobrir, mais rápido vai começar o tratamento, melhor será a qualidade de vida e menor a chance de transmissão”, completa a coordenadora do SAE. 

Assim não pega

- Aperto de mão, abraço, carinho e toques em geral;

- Beijo de língua;

- Dividindo talheres, copos, toalhas e outros objetos;

- Picada de mosquito, uma vez que o inseto não é capaz de carregar o vírus de uma pessoa para outra;

- Uso de banheiros públicos. 

Assim pega 

- Sexo desprotegido, sem o uso de camisinha;

- Compartilhamento de seringas no uso de drogas injetáveis;

- O vírus pode ser transmitido de mãe para filho por meio da gravidez, parto e amamentação. O acompanhamento pré-natal e o uso de medicamentos, porém, podem evitar que o bebê seja contaminado pelo HIV.

Diferença entre HIV e Aids 

HIV e Aids não são sinônimos. O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus causador da Aids, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo contra doenças. Ao contrário de outros vírus, como o da gripe, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. 

Ter HIV não significa que a pessoa desenvolverá Aids. Porém, uma vez infectada, a pessoa viverá com o HIV durante toda sua vida. Não existe vacina ou cura para infecção pelo HIV, mas há tratamento.

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença causada pelo HIV, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo de doenças. Em um estágio avançado da infecção pelo HIV, a pessoa pode apresentar diversos sinais e sintomas, além de infecções oportunistas e alguns tipos de câncer. 

Sem o tratamento antirretroviral, o HIV usa essas células do sistema imunológico para replicar outros vírus e as destroem, tornando o organismo incapaz de lutar contra outras infecções e doenças.

(Fonte: Ministério da Saúde)

Sobre o dezembro vermelho 

O dia 1º de Dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data foi estabelecida em 1987 pela Assembleia Mundial de Saúde, juntamente à Organização das Nações Unidas (ONU), como uma forma de incentivar o combate e prevenção à doença causada pelo vírus do HIV. 

Chapecó instituiu 1º de Dezembro como o dia da luta contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) sancionado pela lei 6.856 de 18/04/2016 o Programa Dezembro Vermelho. Com isso, são realizadas anualmente ações educativas e preventivas referentes à doença.

Para diminuir o preconceito e os estigmas que acompanham as pessoas que vivem com HIV, o Jornal Diário do Iguaçu preparou uma série de reportagens sobre o assunto. Acompanhe e esclareça suas dúvidas relacionadas às tecnologias de prevenção, tratamento, formas de transmissão do vírus e, ainda, conheça histórias de pessoas soropositivas. 

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Chapecó - SC

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Sobre o município
Chapecó é um município do estado de Santa Catarina, na região Sul do Brasil. Sendo um importante centro industrial, financeiro e educacional, é um grande exportador de produtos alimentícios industrializados. Considerada uma cidade média, com uma população estimada em 220 367 habitantes, figura entre as quatro cidades mais importantes do estado. Ostenta os títulos de "Capital da Agroindústria", "Capital do Oeste" e "Capital do Turismo de Negócios". Também é um polo universitário.
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