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Saúde

12/09/2018 às 09h51

Júnior Recalcati

São Miguel do Oeste / SC

Psicóloga alerta sobre importância de acompanhamento com profissional especializado
Campanha dá ênfase aos problemas de saúde mental
Psicóloga alerta sobre importância de acompanhamento com profissional especializado
Arquivo Pessoal

A psicóloga descansense, Bruna Antunes, fez um alerta sobre a importância de acompanhamento com profissional qualificado para o tratamento e cuidados com a saúde mental. A especialista fez referência ao mês de setembro voltado à prevenção abordando o tema suicídio.


Conforme ela, ainda hoje falar sobre suicídio é algo bastante desafiador por ser considerado um tabu. Para Bruna as pessoas não falam a respeito porque é visto como algo vergonhoso e acham constrangedor ter alguém na família que tenha tentado ou cometido suicídio. 


A profissional frisa que falar abertamente sobre as problemáticas enfrentadas no dia a dia só irão externalizar de forma positiva o que está sentindo, pois quando isso não ocorre, os sentimentos guardados, mais cedo ou mais tarde, tendem a aparecer e, grande parte deles, não tem bons resultados quando ocorrem. Bruna destaca que o suicídio ocorre quando a pessoa se vê no limite.


Para a psicologia a escuta é terapêutica. O psicólogo é o profissional com habilidade adequada para essa prática, podendo realizar os devidos encaminhamentos de forma segura, quando estes forem necessários, e também estimular a procurar ajuda da família ou de alguém de confiança. Conversar, escutar e entender o que a pessoa está sentindo, é a base para evitar um suicídio.


“A psicoterapia não é frescura, não é só conversar, é um ato de amor para nós mesmos, é um momento nosso, onde a orientação e direção tem ajuda do psicólogo, mas a parte do paciente também precisa ser feita. É um trabalho em conjunto, dinâmico”, informou Bruna.


“Por muito tempo o psicólogo era visto como o profissional que cuidava de loucos e esse estigma é carregado até hoje por muitas pessoas, que resistem em procurar ajuda, justamente pelo fato de não serem vistos com bons olhos diante dos outros, criando julgamentos errôneos”, finaliza ela.


A psicóloga lembrou, ainda, do ditado popular “quando a boca cala, o corpo fala”, que significa que angústias negadas, são expressados em sintomas físicos. Ela ressalta que pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza, mas sim de conseguir reconhecer que não precisamos dar conta de tudo sozinhos.

FONTE: Oeste em Foco

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