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Educação Prejuízo

Com edições defasadas, 2,9 milhões de livros didáticos devem ser descartados

As edições venceram entre 2005 e 2019 – portanto, um problema que se arrasta de governo em governo.

13/01/2020 14h36
Por: Maico Zanotelli Fonte: NSC
Reprodução | Oeste em Foco
Reprodução | Oeste em Foco

Em um depósito alugado dos Correios na cidade de Cajamar (SP) há 2,9 milhões de livros didáticos lacrados, que nunca chegaram ao seu destino: salas de aula dos ensinos Fundamental e Médio da rede pública. E, pior, estão defasados e devem ser descartados. As edições venceram entre 2005 e 2019 – portanto, um problema que se arrasta de governo em governo. 

Ao serem questionados pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, integrantes do Ministério da Educação (MEC) de gestões anteriores afirmaram desconhecer o estoque. Não sei o que é pior, ter um volume tão grande de livros pegando poeira ou nem saber da existência do mesmo. Em ambos os casos, uma clara falta de gestão.

O atual ministro Abraham Weintraub usou uma rede social para afirmar que "isso é resultado da gestão passada (2018)" – neste caso, do governo Temer – e lembrou que há uma reserva técnica para remanejamento de alunos e abertura de novas escolas, por exemplo, por isso todos os anos sobram livros. E que, em comparação com 2018, houve uma melhora de 49% na distribuição. 

Mesmo assim, não deixa de ser cruel termos tantos livros perdidos que poderiam ter sido enviados para bibliotecas escolares, por exemplo, antes que perdessem sua validade. No mínimo, seriam usados como material de apoio para os estudos. Em um país em que a educação ainda está longe do ideal, não podemos nos dar ao luxo de colocar 2,9 milhões de livros, com um custo estimado em R$ 20,3 milhões, no lixo.

À venda

A Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, ligada ao Ministério da Economia, já mapeou 3.800 imóveis federais que podem ser colocados à venda. O número pode ser maior. O levantamento começou em 2018 e ainda está em andamento. A União tem cerca de 700 mil imóveis, como casas, apartamentos, terrenos, salas comerciais, estaleiro e aeródromo. 

Apreensivos 

O clima segue tenso na Secretaria Especial da Cultura após mudanças, como a exoneração de praticamente toda a equipe do setor de audiovisual, no final de 2019. O secretário Roberto Alvim tentou tranquilizar funcionários e terceirizados ao afirmar que tudo fica como está, mas não foi suficiente. A equipe segue apreensiva neste início de ano.

Por falar nisso...

No começo de novembro, o presidente Jair Bolsonaro transferiu a Secretaria da Cultura do Ministério da Cidadania para o Turismo. Dois meses depois, o site da secretaria nada mudou, inclusive no texto de apresentação aparece que esta assessora o ministro da Cidadania. Já na página do Turismo não há nenhuma referência à Cultura. 

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