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É uma da madrugada e não tem nada aberto!

Confira a coluna Sociedade do Trabalho desta semana

10/03/2020 18h33 Atualizada há 5 meses
Por: Júnior Recalcati Fonte: Oeste em Foco | Emanuel Natã
É uma da madrugada e não tem nada aberto!

É uma da manhã e não tem um lugar aberto para eu comprar uma porção de batata frita com um refrigerante gelado. É uma da manhã e não tem nada aberto no aplicativo de entrega. É uma da manhã e eu preciso satisfazer minha ânsia por pedir e receber de forma rápida e sem reclamações o meu perfeito pedido, mas como assim as pessoas não estão trabalhando para me atender? Pois bem meus caros, negligenciamos o pedido do outro em prol do nosso, portanto é corriqueiro lutarmos sobre melhorias do trabalho e trabalhos de horas bem pagas, mas dentro desta madrugada nós só queremos que o público continue com essas vagas abertas, nós criamos essa possibilidade a mais, já que não era tão suficiente a que possuíamos de recebermos atenção a nossos pedidos. 

Os períodos de trabalho, conforme a legislação trabalhista, não devem ser maiores do que de seis dias seguidos. Isso quer dizer que, ao elaborar escalas de trabalho, deve-se ter o cuidado de fazer com que cada funcionário tenha, pelo menos, uma folga (mas não no dia do meu pedido) Além disso, deve-se ter o cuidado para que o mesmo empregado não fique sem folgar aos domingos. (Mas, e se nesse domingo eu tiver um almoço de família?). Espero que tenha alguém que cubra os horários deles. Então para garantir a satisfação dos colaboradores – clientes - com a empresa, convém conhecer bem as suas necessidades. É preciso ter o cuidado de praticar o revezamento de modo que seja agradável para todos, alinhando benefícios para a empresa e seus funcionários.

Como passamos por uma recente reforma trabalhista, é comum que as pessoas ainda tenham muitas dúvidas acerca dos horários da jornada de trabalho, por exemplo. Mas queridos, vocês aguentam uma jornada de 24 horas de trabalho? Não demorou para acontecer, mas é provável que estejamos em nossa nova “era” da libertação de escravos noturnos, quase como em colheitas mecanizadas no Brasil em 1973. 

Atualmente, existem no Brasil cerca de 64 milhões de pessoas com 10 anos ou mais ocupadas em vários tipos de trabalho, quase a metade dessa população (cerca de 28 milhões) trabalha mais que às 44 horas semanais, previstas na Constituição de 1988 como a jornada máxima de trabalho semanal. Adiciona-se a essa parcela de trabalhadores que embora não trabalhem mais que 44 horas semanais, o fazem em horários não usuais e obtém-se o número de trabalhadores em turnos e noturnos da população brasileira. 

A demógrafa estudiosíssima Harriet Presser, apontou os efeitos do trabalho em turnos na sociedade, comentou os principais fatores que influenciaram o aumento do trabalho realizado além dos tradicionais horários diurnos e nos fins de semana: as rápidas mudanças nos processos tecnológicos, às características demográficas das populações, a globalização econômica que é um grande incremento de atividades no setor de serviços, particularmente nas empresas que utilizam computadores em rede para manter seus negócios. 

O e-business criado com os serviços da Internet, bem como o aumento das corporações internacionais que têm escritórios e serviços em vários países do mundo, foi um importante passo para a expansão do trabalho não diurno, e em dias tradicionalmente dedicados ao descanso semanal.  Particularmente, trabalhar em horários não diurnos pode levar os trabalhadores a ter pior desempenho em suas tarefas, a expô-los a maiores riscos de acidentes de trabalho e, de forma mais acentuada, a estressores ambientais, que podem levá-los à incapacidade funcional precoce. 

Coloquemos o selo “eu contribuo” na nossa testa, pois nós que ligamos esta máquina pela noite a fora, os pesquisadores canadenses e franceses observaram que os distúrbios de sono e a fadiga crônica eram os principais problemas diretamente relacionados ao trabalho em turnos de 12 horas diárias em uma refinaria canadense, se no Canadá que é desenvolvido estamos assim imaginem no Brasi..ops. Mas, temos algumas medidas que podem ser extremamente benéficas à vida social do trabalhador, como, por exemplo, a promoção, pela empresa, de atividades de lazer e esporte durante o dia, ai um lazer já renova tudo né, já o nosso lazer é consumir, e eu espero que estejam todos abertos. Então, o que você fazem da meia noite as seis? Eles trabalham.

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Emanuel Natã
Sobre Emanuel Natã
A coluna Sociedade do Trabalho traz um panorama sobre as organizações empresariais e o mundo do trabalho do último século, sobre seus sujeitos e valores que o trabalho atribui, criando a reflexão de como os trabalhos modificam nossa sociedade. Sou Emanuel Natã, acadêmico da UNOESC, e dono do serviço de planejamento acadêmico e empresarial ATecch Note.
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